Ado, o meu amigo tatu

Ado, o meu amigo tatu

Aproveitando a semana de 19 de agosto, quando comemoramos o Dia Mundial da Fotografia, a história de hoje é sobre outro companheiro que visita nosso quintal quase todo dia, a exemplo do Udu Eduardo da postagem anterior. Diferentemente daquela ave, este tatu tem facilitado bastante a minha vida de fotógrafo, propiciando ótimas oportunidades para fotos e filmagens. Inclusive, já foi exibido mundialmente em algumas lives que conseguimos fazer pelo Instagram, onde até o flagramos cavando sua toca aqui nos fundos!

A primeira vez que Ado deu as caras foi há mais de um ano. Inicialmente meio tímido, aparecia no quintal vez ou outra, mas depois de um tempo já se sentia muito à vontade, inclusive arriscando-se quase diariamente a visitar nossa cozinha pra ver se encontrava algum petisco interessante.

Ado, o meu amigo tatu

Somos bastante criteriosos sobre a oferta de alimentos para os bichos do mato que aparecem por aqui, adotando cuidados sobre o tipo e quantidade de itens como sementes e frutas que disponibilizamos. Desta forma, alguns animais encontram aqui um pouco de comida fácil, mas nada que os sacie ou os impeça de buscarem outros itens no mato, cumprindo assim sua função ecológica no ambiente.

Notamos, inclusive, que a presença das espécies varia de acordo com a oferta natural de frutos nas árvores nativas que temos no quintal, como figueira, embaúba, jatobá-mirim, cumbaru, copaíba, acuri, pindó e outras.

Ado, o meu amigo tatu

Nesse meio tempo, pelo menos outro tatu apareceu por aqui, mas Ado é inconfundível pela pequena cicatriz que tem no lado da carapaça e a ponta do rabo que termina de repente. Além, é claro, de seu comportamento de adorar posar para minhas fotos.

Finalizo com duas observações importantes. Acreditamos que “o” Ado possa até ser uma fêmea, ainda não conseguimos conferir e infelizmente não temos o gênero neutro em português para poder chama-lo (a?) corretamente.

E pra quem ainda não matou a charada do nome: quando a pessoa pergunta, faz uma cara confusa e a gente fala “isso mesmo, é o Tatu Ado!” (a ideia veio da tal cicatriz na carapaça que parece uma pequena tatuagem) 😊

Ado, o meu amigo tatu

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Fotos: arquivo pessoal e Naíra de Zayas (making of)

Daniel De Granville

Biólogo com pós-graduação em jornalismo científico e diretor da empresa Photo in Natur. Trabalha como fotógrafo da natureza na região do Pantanal e Bonito (MS), onde ministra workshops de fotografia e atua como guia para públicos de interesses especiais.

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