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A maior flor do mundo está à beira da extinção, alertam cientistas

A maior flor do mundo está à beira da extinção, alertam cientistas

Elas são gigantescas. Uma delas, encontrada na Indonésia, chegava a medir mais de 1 metro de diâmetro. Mas assim como são enormes, consideradas as maiores do mundo, as flores do gênero Rafflesia exalam um odor horrível, de carne podre, para atrair um tipo específico de inseto. Por essa razão, muitas delas são chamadas de flores cadáver.

Estudadas por botânicos há séculos, agora elas correm o risco de desaparecer do planeta. Em um artigo científico divulgado esta semana, um grupo de pesquisadores internacionais alerta que essas flores estão à beira da extinção.

Rafflesia é o gênero que contém as maiores flores do mundo. Apesar do seu apelo global, a maioria das 42 espécies conhecidas está agora em risco de extinção. É necessária uma ação urgente para proteger estas flores notáveis”, ressaltam os cientistas.

O Sudeste Asiático é uma das regiões mais ricas em plantas do mundo. E é apenas em países como Filipinas, Bornéu, Java, Sumatra e Malásia que essas flores intrigantes são observadas.

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Todavia, apesar de novas espécies de Rafflesia serem descritas todos os anos, ainda há muito o que se compreender sobre elas. Seu cultivo é muito difícil, por exemplo, o que dificulta os esforços de conservação.

A maior flor do mundo está à beira da extinção, alertam cientistas

Mapa mostra a diversidade da maior flor do mundo
(Foto: reprodução artigo Plants People Planet)

Das 42 espécies descritas, todas – sem exceção – estão ameaçadas de extinção, sendo 25 delas em “perigo crítico”, um estágio antes da extinção na natureza. Apesar disso, somente uma dessas espécies está listada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

“Estimamos que 60% das espécies de Rafflesia enfrentam um grave risco de extinção. Além disso, prevemos que pelo menos 67% dos habitats conhecidos estão fora das áreas protegidas, exacerbando a sua vulnerabilidade”, explicam os autores da análise.

Apesar da má notícia, os especialistas afirmam que há como reverter esse quadro. Apontam no artigo casos de sucesso, envolvendo trabalho de conservação e estímulo ao ecoturismo. Também acreditam que comunidades locais devem ser engajadas.

“Propomos uma abordagem de conservação multifacetada que combina taxonomia reforçada, propagação ex situ [cultivo fora do habitat natural], ecoturismo e uma extensão de áreas protegidas. Sugerimos que ações com comunidades locais e campanhas de sensibilização ligadas às redes sociais serão cruciais fora das jurisdições protegidas”, reforçam os autores. “Finalmente, propomos estabelecer a Rafflesia como um novo ícone para a conservação de plantas nos trópicos asiáticos. Uma abordagem combinada poderia salvar algumas das flores mais notáveis do mundo, muitas das quais estão agora à beira de serem perdidas”.

A maior flor do mundo está à beira da extinção, alertam cientistas

Os vários habitats da Rafflesia em todo o Sudeste Asiático, com envolvimento da população local e
ações de conscientização em relação à essa flor única
(Foto: reprodução artigo Plants People Planet)

Leia também:
Uma nova e delicada flor brasileira está entre destaques das muitas espécies descobertas em 2022

Foto de abertura: Dr Chris Thorogood

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