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A historiadora Laura de Mello e Souza é a primeira mulher a receber o Prêmio Internacional de História

A historiadora brasileira Laura de Mello e Souza é a primeira mulher a receber o Prêmio Internacional de História

A historiadora paulista Laura de Mello e Souza acaba de se tornar a primeira mulher e a primeira pessoa do continente americano a receber o Prêmio Internacional de História, concedido pelo Comitê Internacional de Ciências Históricas. Essa é a quarta edição da premiação, que reconhece aqueles que “destacaram-se no campo da história pelas suas obras, publicações ou ensino, e contribuíram significativamente para o desenvolvimento do conhecimento histórico”.

“Os traços mais marcantes da trajetória intelectual e acadêmica de Laura de Mello e Souza, ao lado de sua qualidade excepcional, estão na sua originalidade e singularidade. Por mais de quatro décadas, ela se envolveu com diversas tendências e ondas da historiografia, tanto internacional e brasileira, mas nunca se deixou dominar por elas. A história social e cultural sempre foi o seu campo de escolha, mas ela também
combinou-os com a história política, religiosa e literária”, afirmou o conselho do comitê, ao anunciar o prêmio.

Nascida na capital paulista, Laura sempre conviveu no meio acadêmico. É filha do crítico literário Antonio Candido e da filosofa Gilda de Mello e Souza. Muito jovem teve a oportunidade de viajar para outros países e assim se tornou fluente em inglês, francês e italiano. Formou-se em História pela Universidade de São Paulo (USP), mesma instituição onde completou seu mestrado e doutorado. Nos anos 80 trabalhou em curtos períodos em universidades dos Estados Unidos, Portugal, Espanha, Canadá e do México.

Durante 30 anos Laura foi docente do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, até se aposentar em 2014. Desde então ocupa a cátedra de História do Brasil na Universidade de Paris IV – Sorbonne -, onde orienta pesquisas de mestrado e doutorado.

Entre suas principais áreas de estudo estão a história de Minas Gerais no século XVIII, a sociedade e a política no império português nos séculos XVI-XVIII, as relações entre a Europa e o Novo Mundo nos séculos XVI-XIX e a historiografia brasileira do século XX.

Membro da Academia Brasileira de Ciências, a brasileira publicou vários livros, como Desclassificados do Ouro, O Diabo na Terra de Santa Cruz e O Sol e a Sombra: política e administração na América portuguesa do século XVIII, Cláudio Manuel da Costa: o letrado dividido. Diversas dessas obras foram traduzidas para outras línguas.

Laura de Mello e Souza receberá o Prêmio Internacional de História durante uma cerimônia a ser realizada em Tóquio, em outubro.

Foto de abertura: divulgação ICHS

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