“A ciência é clara: o mundo deve agir agora se quiser evitar os piores efeitos da crise climática”, alerta CEO do Google

"A ciência é clara: o mundo deve agir agora se quisermos evitar os piores efeitos da crise climática", alerta CEO do Google, ao anunciar meta de carbono zero até 2030

Não é de hoje que o Google investe em fontes limpas de energia e tem se comprometido com metas para se tornar mais sustentável. Em setembro do ano passado, a empresa anunciou um investimento bilionário em compra e financiamento de novos projetos de energia renovável. O aporte total era US$ 2 bilhões e incluía compras de longo prazo e financiamento de iniciativas, como a construção de fazendas solares no Texas até a instalação de turbinas eólicas na Suécia.

Esta semana, Sundar Pichai, CEO do Google, veio à público anunciar novas ações. O executivo, nascido e criado na Índia, citou os extremos climáticos enfrentados em seu país natal e também, na Califórnia, sede da companhia, Austrália e Brasil.

“Há alguns anos, uma enchente devastou Chennai, onde cresci. Ver as imagens da cidade, que sofreu uma seca extrema por tantos anos da minha vida, coberta pelas águas das enchentes, realmente fez com que os impactos das mudanças climáticas parecessem muito mais próximos de casa. Na semana passada, muitos de nós acordamos com o céu laranja no norte da Califórnia, enquanto os incêndios florestais continuam a devastar na costa oeste. Eu sei que outras pessoas na Austrália e no Brasil passaram recentemente por eventos semelhantes e, infelizmente, eles não serão os últimos”, escreveu Pichai. “A ciência é clara: o mundo deve agir agora se quiser evitar as piores consequências das mudanças climáticas”.

Em seguida, o presidente do Google destacou quais são os próximos passos a serem adotados pela companhia:

– Eliminação de todo o “legado de carbono” (incluindo emissões operacionais antes da empresa ser carbono neutra em 2007) por meio da compra de compensações de carbono de alta qualidade;

– Consumir apenas energia de fontes renováveis, em todos os braços do negócio, a partir de 2030.

“Somos a primeira grande empresa a assumir o compromisso de operar com energia livre de carbono 24 horas por dia, sete dias por semana, em todos os nossos centros de dados e campi em todo o mundo”, afirmou Pichai.

Além disso, a multinacional irá expandir o uso da ferramenta  Environmental Insights Explorer para mais 3 mil cidades. Com ela, administradores conseguem rastrear e reduzir emissões de carbono das áreas de construção civil e transporte e maximizar o uso de energias renováveis.

Por último, o empresa irá lançar um desafio, na Europa, o Google.org Impact Challenge, que premiará com 10 milhões de euros soluções e iniciativas na área de sustentabilidade.

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Foto: Departamento de Transportes Oregon/Fotos Públicas

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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