Mais uma vez, autoridades aduaneiras conseguiram interceptar o contrabando de espécies silvestres exóticas durante uma fiscalização no aeroporto. O caso aconteceu em Lima, no Peru. Numa operação conjunta entre o Serviço Nacional Florestal e de Fauna Silvestre (SERFOR) do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Irrigação, Aduanas e a Policia Nacional do Peru foi apreendida uma mala com 160 animais.
O dono da mala era um homem com dupla nacionalidade, peruano-americana, e estava chegando no Aeroporto Internacional Jorge Chávez de Lima vindo de Miami, nos Estados Unidos. Ele não possuía nenhuma documentação sobre a procedência dos bichos.
Entre os animais que foram encontrados dentro da mala havia répteis, aranhas, tartarugas e serpentes. Segundo o SERFOR, todos estavam acondicionados em péssimas condições – citadas pelas autoridades como “deploráveis”. Alguns foram escondidos em frascos de remédios, outros em caixas plásticas de ferramentas e parafusos, e ainda embrulhados com algodão dentro de canudos, que foram distribuídos em caixas de sapatos dentro de duas malas (uma que estava dentro do avião e outra despachada). Havia até cobras numa lata de leite em pó infantil.
Infelizmente, quatro animais já se encontravam mortos
(Foto: divulgação SERFOR)
No contrabando havia 15 exemplares de espécies protegidas internacionalmente pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), como o lagarto conhecido como varano-das-savanas (Varanus exanthematicus), o camaleão-de-jackson (Trioceros jacksonii) e a tartaruga-mapa (Graptemys ouachitensis).
Ainda segundo a polícia do Peru, a maior parte dos animais selvagens exóticos apreendidos são invertebrados como tarântulas de diversas espécies e de diferentes origens (África, Panamá, Brasil), assim como cobras e sapos.
Camaleão-de-jackson era uma das espécies escondidas na mala
(Foto: divulgação SERFOR)
Os animais, muitos desidratados, foram encaminhados para centros de criação autorizados e passarão por um processo de quarentena.
A suspeita é que o objetivo era enviar as espécies para serem vendidas na Ásia. No mercado ilegal, o valor total das “mercadorias” poderia chegar a U$ 60 mil.
De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o tráfico ilegal de vida selvagem é classificado como uma das maiores e mais lucrativas atividades de crime organizado transnacional do mundo, juntamente com o tráfico de drogas, o tráfico de seres humanos e o tráfico de armas. Estima-se que movimente cerca de U$ 20 bilhões por ano.
Tartaruga de espécie protegida que também fazia parte do contrabando
(Foto: divulgação SERFOR)
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Foto de abertura: divulgação SERFOR








