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13 milhões de pessoas deixam de passar fome no Brasil em 2023

É pra celebrar! Depois de registrar 33 milhões de brasileiros famintos em 2022 (último ano do governo Bolsonaro) e uma grave crise de insegurança alimentar, com 65 milhões de pessoas com restrições nutricionais (voltamos ao Mapa da Fome da ONU!), no ano seguinte, 13 milhões de pessoas deixaram de passar fome no Brasil. Ou seja, em um ano, quase 40% do total de pessoas que passavam fome saiu dessa condição. 

Vale lembrar que, em agosto de 2023, Lula lançou o programa Brasil Sem Fome e estabeleceu as metas de tirar o país do Mapa da Fome (de novo!) até 2030 e reduzir a menos de 5% o percentual de domicílios em situação de insegurança alimentar grave.

É o que revela estudo realizado pelo Instituto Fome Zero*, encomendado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e divulgado esta semana. A pesquisa considera a insegurança alimentar grave como uma condição em que o individuo fica um dia ou mais sem comer (“passar fome); e a insegurança alimentar moderada, quando o indivíduo não faz três refeições diárias ou não se alimenta o suficiente para ter uma vida saudável. 

Baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2022 e 2023 (Pnad Contínua), do IBGE, estudo combina informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2017-2018, do mesmo instituto, para desenvolver modelos matemáticos. E destaca:

“Deve-se fazer uma ressalva. A estimativa aqui analisada é preliminar e deve ser interpretada como uma análise de cenário de como está a situação geral da insegurança alimentar e nutricional no Brasil e de seus indicadores macroeconômicos”.

“O comportamento dos indicadores descreve um cenário de estabilidade dos indicadores determinantes de insegurança alimentar e nutricional e, portanto, o início de uma possível retração da prevalência de insegurança alimentar”, diz o relatório.

Para Milton Rondó Filho, membro do Conselho Consultivo do Instituto Fome Zero, o problema da fome no mundo não é a falta de alimentos, mas a falta de recursos que garantam o acesso a uma alimentação adequada. E ainda atribuiu a redução de pessoas com fome no país ao aumento da renda das famílias brasileiras.

José de Araújo e Silva, integrante da organização Ação Cidadania, também atribui a melhora nas condições de vida da população brasileira ao aumento da renda, mas salienta que ainda precisamos enfrentar um grande desafio: “tirar 20 milhões do mapa da fome!”. Para tanto, “combater a fome deve ser encarado de forma emergencial, e, também, na estrutura social”

Para José Graziano, ex-ministro de Combate à Fome (coordenou e implantou o Programa Fome Zero no primeiro governo Lula), diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura da ONU) de 2012 a 2019, e um dos fundadores do Instituto Fome Zero, “as pessoas ganharam mais do que perderam com a inflação. Mas o maior elemento é a política de aumento do salário mínimo, que atinge todos os brasileiros, mesmo aquelas pessoas que não ganham o salário mínimo são afetadas” (disse em entrevista ao G1).

O relatório final do estudo corrobora com essas ideias: considerando os números encorajadores, não deixa de apontar que “os resultados ressaltam a necessidade contínua de ações coordenadas para enfrentar a insegurança alimentar”. Acrescenta: “O estudo destaca a importância de dados confiáveis e oportunidades para orientar políticas públicas e intervenções futuras”.

E o Instituto Fome Zero ainda defende: “Apesar dos avanços, o trabalho para garantir a segurança alimentar de todos os brasileiros continua. A colaboração entre pesquisadores, formuladores de políticas e a sociedade civil será essencial para enfrentar os desafios persistentes e criar um futuro mais justo e seguro para todos”.

Bolsa Família e outras medidas

De acordo com o estudo, a melhoria se deu graças a “mudanças políticas e medidas econômicas, incluindo a restauração do Novo Bolsa Família e a expansão do Benefício de Prestação Continuada (BPC)”, implementadas em 2023.

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, destaca que o presidente Lula atribui os avanços no combate à fome no país ao “crescimento econômico e aumento de renda” dos brasileiros. 

E exemplifica com medidas tomadas pelo governo: “aumento da oferta de emprego, aumento da renda dos mais pobres, diminuição da inflação dos alimentos e” – claro! – o resgate do “Bolsa Família, programa de transferência de renda”.
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Fonte: Agência Brasil, Instituto Fome Zero

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