Websérie online apresenta projeto de conservação do peixe-boi na Amazônia

Enquanto na Flórida, Estados Unidos, a morte de peixes-boi bateu recorde este ano – morreram mais animais dessa espécie até agosto deste ano do que em 2017 todo! -, aqui, no Brasil, a luta por pela preservação desse mamífero aquático continua firme e forte. Este ano, escrevemos duas vezes sobre essa espécie: Peixes-boi voltam aos rios da Amazônia em maior soltura da espécie e Filhote de peixe-boi é resgatado em reserva da Amazônia.

Agora, para celebrar o Dia da Amazônia, 5/9, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) vai lançar websérie – Peixe-Boi, guardião das águas amazônicas – revelando os esforços realizados na reserva que mantém.

Para sua realização, o instituto contou com a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que apoia projetos ambientais pelo país. As imagens foram captadas ao longo de diversas expedições cientificas na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, que fica no estado do Amazonas.

O primeiro episódio – são três – estará disponível no dia 5. Os outros dois, nas semanas seguintes, sempre às quartas (12 e 19), às 16h, no You Tube e em sua página no Facebook.

A cada publicação, incluirei o link aqui, no final deste post, e divulgarei nas redes sociais.

Conscientização local

O projeto revela a interação das comunidades ribeirinhas e dos pesquisadores do Grupo de Pesquisas em Mamíferos Aquáticos (Mamaq) com o peixe-boi e entre eles. Além de estudarem e monitorarem os animais, esses cientistas promovem ações de conscientização com a população local para que compreendam a importância de conservar a espécie.

O Mamaq – que é a instituição que trabalha no instituto com peixes-boi – realiza estudos que observam desde dados como idade, distribuição e abundância do animal até a ocorrência e os efeitos da caça de subsistência deste mamífero, que é o que está sendo monitorado há mais tempo pelas equipes de campo.

De acordo com a oceanógrafa Miriam Marmontel, pesquisadora líder do grupo, a caça ao peixe-boi ainda é um fato por toda a Amazônia. “A gente trabalha muito junto às comunidades, orientando adultos e crianças sobre educação ambiental, para que isso diminua“.

Marmontel foi uma das entrevistadas da websérie, que ainda conversou com as pesquisadoras Hilda Chávez-Pérez e Camila de Carvalho, que contam como são realizadas as iniciativas de conscientização das populações ribeirinhas. Segundo elas, as ações de pesquisa, reabilitação, conservação e educação, que começaram a ser implantadas na década de 90, já apresentam resultados bastante significativos, revelando que a caça foi praticamente erradicada em algumas regiões, como é o caso do lago Amanã.

“Quando a gente conscientiza o povo, tudo melhora. E a gente vê que aumentou muito o número de peixes-boi da Amazônia”, conta Luiz Sérgio dos Reis, morador da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, no primeiro episódio da série.

“Eu me sinto bem feliz ao escutar pescadores dando esse tipo de depoimento e dizendo que estão fazendo a sua parte, não estão caçando o peixe-boi e que acham bonito vê-lo vivo. Estas são as mesmas pessoas que ficavam orgulhosas quando contavam que caçavam mais de 60 peixes-boi”, relata Hilda.

Educar para proteger

Este é o título do segundo episódio, que revela como e porquê são realizados estudos sobre o peixe-boi. Camila já dá uma ‘palhinha’ aqui: “Quanto mais se conhece uma espécie, principalmente seus aspectos ecológicos, biológicos, mais se pode criar estratégias e subsidiar a conservação“.

A telemetria, por exemplo, que é uma técnica utilizada pelas equipes de campo do instituto, cria condições para que o monitoramento à distância seja realizado por meio da instalação de cintos transmissores nos animais.

As trajetórias das três cientistas entrevistadas e seu encontro com o peixe-boi amazônico são o tema do terceiro e último episódio da série.

Fotos: Amada Lelis/Divulgação 

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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