Vejo flores por todos os lados

 flores de cerejeira

A capital americana Washington D.C. foi fundada em 1790, no entorno do rio Potomac. Seu nome é uma homenagem ao primeiro presidente do país, George Washington. Assim como outros centros administrativos, ela concentra embaixadas, consulados e algumas das mais importantes sedes de órgãos internacionais.

Mas lado a lado com este coração “burocrático” americano, D.C., como é simplesmente chamada pelos locais, tem uma variedade enorme de atrações. Um sem número de museus com entradas gratuitas e monumentos magníficos, que celebram os tão prezados preceitos da constituição daquele país: respeito e liberdade para todos.

É em Washington, por exemplo, que fica a sede do Smithsonian Institution, o maior complexo de museus e instituições de ensino e pesquisa do mundo. Criado em 1846, promove exposições de arte, história e cultura, organiza concertos de música e administra, entre outros, dois museus incríveis: o de História Natural e o Afro Americano. Ah, e sem esquecer, o National Zoo. Se você tem filhos que gostam de animais, é imperdível!

E qual é a melhor época do ano para visitar a capital americana? O verão é quentíssimo: além da umidade bastante alta, a temperatura pode chegar a 40oC. No inverno, frio demais. Lógico, há sempre o encanto de ver a neve, mas caminhar no inverno nem sempre é divertido.

Então, aqui está a principal dica deste post. Se você puder e tiver oportunidade, escolha a primavera para conhecer Washington D.C. Mais precisamente, o mês de abril, na época da florada das cerejeiras. É lindo e a capital celebra com muita festa o despertar dessas flores tão especiais e a chegada da esperada estação, depois de meses cinzas e nublados.

As árvores, completamente floridas, compõem a moldura para um passeio ao longo de vários monumentos e memoriais. Ali estão o Martin Luther King Memorial (meu preferido!), Thomas Jefferson Memorial, Washington Monument e George Mason e Franklin Delano Roosevelt Memorials.

O Jefferson Memorial ao fundo

Este ano, o National Cherry Blossom Festival (este é o nome oficial do evento em inglês) completou 90 anos. Aliás, a história por trás do plantio das cerejeiras é bacana. Elas foram doadas pelo governo do Japão aos Estados Unidos em sinal de amizade. O primeiro lote, com 2 mil mudas, chegou em 1910, mas elas estavam infestadas com pragas e não puderam ser utilizadas.

Foi somente então, em março de 1912, durante uma cerimônia simples, que a primeira-dama americana Helen Herron Taft, ao lado da embaixatriz japonesa, Viscountess Chinda, plantou as duas primeiras mudas da planta, no Tidal Basin, na beira do rio Potomac, e que até hoje, podem ser vistas no local. No total, o Japão enviou 3 mil mudas de onze espécies diferentes de cerejeiras (confira quais neste link), por isso, os tons variam entre o branco e o rosa claro e mais escuro. A espécie Yoshino Cherry (Prunus x yedoenis), entretanto, é a mais abundante, representando 70% das árvores plantadas ali.

A espécie Yoshino cherry

Atualmente, durante quatro finais de semanas entre os meses de março e abril, o festival oferece uma série de outras atividades: desfiles de rua, shows, festas e feiras com produtos e comidas japonesas. A cada evento, cerca de 1,5 milhão de pessoas comparecem ao local para ver de perto – e fotografar… e muito! –, as belíssimas cerejeiras.

Cerca de 1,5 milhão de turistas visitam o festival por ano

A cada ano, as datas mudam um pouco, conforme as variações do clima. O chamado “pico da florada” acontece quando pelo menos 70% das cerejeiras estão em flor (vale alertar, elas não duram muito!).

Além de celebrar a natureza, o National Cherry Blossom Festival tem um simbolismo que jamais deveria ser esquecido: o do fortalecimento dos laços de amizade entre os países. Infelizmente, não é isso que o atual presidente americano vem fazendo, com seus planos de construir muros e a restrição de entrada no país de certas nacionalidades.

Mas este é um post alegre. Dá pra visitar a capital dos Estados Unidos e tentar esquecer quem dorme sob o teto da Casa Branca.

 

Não deixe de conhecer:

Natural History Museum

Air and Space Museum

National Zoo – se você der certo, conseguirá encontrar o panda, o animal mais fofo que existe!

The Phillips Collection – museu pequeno, pouco conhecido, mas com obras de Picasso, Manet, Klee e Renoir

Library of Congress– além da arquitetura deslumbrante, na biblioteca do Congresso estão cópias de algumas das obras mais famosas da literatura americana

Holocaust Memorial Museum – nunca é demais saber sobre a atrocidade cometida na Segunda Guerra Mundial


Fotos: arquivo pessoal e wikipedia

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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