Usina solar flutuante levará energia para comunidades ribeirinhas do interior de SP

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Tecnologia de ponta alida à geração de uma fonte renovável limpa e sustentável – foi a solução encontrada para fornecer energia para famílias que moram às margens de rios e em lugares distantes. Há cerca de um mês entrou em operação uma usina fotovoltaica flutuante, com placas solares flexíveis e rígidas, na cidade de Rosana, em São Paulo, a mais de 800 km da capital, na divisa com o norte do Paraná.

A planta solar tem capacidade para produzir 101.522 quilowatt-hora (kWh),  energia suficiente para atender a demanda de cerca de 1 mil residências com consumo mensal de 100 quilowatt-hora (kW/h). “Nosso objetivo é testar essas tecnologias inovadoras para poder fornecer conhecimento para as empresas do setor instaladas no estado e popularizar o uso das energias renováveis”, afirma João Carlos Meirelles, secretário de Energia e Mineração de São Paulo.

A usina flutuante de Porto Primavera, em Rosana, foi instalada em um lago de uma usina hidrelétrica, o que permite o aproveitamento das subestações e linhas para fazer a transmissão da energia e também, a área sobre a lâmina d’água dos reservatórios.

Apesar de São Paulo não ser a melhor região para a geração de energia a partir do vento, também está sendo instalada no mesmo local a primeira planta eólica do estado, que terá capacidade de produção de aproximadamente 500 kW. O objetivo é estudar o funcionamento das duas usinas – solar e ólica – simultaneamente.

O projeto paulista não é o primeiro no Brasil. Em março deste ano, foi inaugurada uma estação flutuante com paineis solares na Hidrelétrica de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a instalação de usinas deste tipo, em subestações consideradas parcialmente ociosas, é feita para aproveitar a oportunidade de produzir energia solar como suplemento, já que toda a infraestrutura do grid (rede de transmissão) está pronta e disponível.

A participação da energia solar na matriz energética brasileira ainda é muito pequena. A expectativa do governo, entretanto, é que nos próximos anos, ela possa representar algo em torno de 5% a 10% do total.

Usinas solares flutuantes estão sendo construídas em diversos países do mundo. A maior delas está pronta na Inglaterra. Com 23 mil paineis fotovoltaicos, fica no lago do reservatório Queen Elizabeth II. Foram necessários 6 milhões de libras em investimento e cinco anos de construção. Pelas próximas décadas, a planta solar inglesa fornecerá toda energia utilizada pela companhia Thamer Water, que é responsável por levar água para a casa de 10 milhões de pessoas na região de Londres e no sul do país.

Em 2018, outra usina flutuante, duas vezes maior do que a Queen Elizabeth, começará a produzir energia solar no Japão. No ano passado, duas plantas com a mesma tecnologia entraram em operação no país. Juntas, as plataformas de Kato possuem 11.265 módulos solares.

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Imagem aérea da usina de Rosana, em São Paulo

 

Fotos: redplanet89/creative commons/flickr (abertura – meramente ilustrativa) e divulgação Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo (reservatório de Rosana)

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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