Unesco anuncia novas Reservas da Biosfera do planeta

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Vinte novas áreas acabam de ser declaradas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como parte da Rede Mundial das Reservas da Biosfera. O programa científico “O Homem e a Biosfera” foi lançado em 1971 e tem como principal objetivo melhorar a interação entre pessoas e o ambiente natural em que vivem.

Reservas da Biosfera são modelos de desenvolvimento sustentável. Não são simples áreas de proteção ambiental. Mas exemplos de regiões onde já é possível conciliar a conservação da biodiversidade com o uso sustentável de recursos naturais e a promoção da igualdade social. Nas reservas da biosfera –zonas de ecossistemas terrestres e costeiros – são utilizados métodos inovadores para promover a preservação do meio ambiente e ao mesmo tempo, a melhoria da qualidade de vida da comunidade.

Anualmente a Unesco recebe novas candidaturas. Este ano, concorreram ao título 140 candidatas. As indicações são feitas pelos governos locais, que possuem soberania sobre estas áreas, mas todo o processo tem que ser autorizado pelos moradores desses locais.

Confira abaixo a lista com as novas Reservas da Biosfera:

– Monte de Tlemcen (Argélia)
– Beaver Hills (Canadá)
– Tsá Tué (Canadá)
– Lago Bosomtwe (Gana)
– La Hotte (Haiti)
– Agasthyamala (Índia)
– Balambangan (Indonésia)
– Hamoun (Irã)
– Collina Po (Itália)

Barsakelmes (Casaquistão)
– Belo-sur-Mer – Kirindy-Mitea (Madagascar)
– Ilha de Cozumel (México)
– Atlas Cedar (Marrocos)
– Gran Pajatén (Peru)
– Albay (Filipinas)
–  Fajãs de São Jorge (Portugal)
– Tejo/Tajo (Portugal e Espanha)

– Baía de Jozani-Chwaka (Tanzânia)
Isle of Man (Reino Unido e Irlanda do Norte)

Reservas da Biosfera no Brasil

Atualmente, no mundo todo, são 669 Reservas da Biosfera da Unesco, localizadas em 120 países. O Brasil possui seis delas: Cerrado, Pantanal, Caatinga, uma extensa área de Mata Atlântica que passa por vários estados,
a zona central da Amazônia e o Espinhaço Range, que vai desde Minas Gerais até a Bahia, numa área total de 128 milhões de hectares.

Constantemente, as reservas passam por novas avaliações. Caso não cumpram as exigências pré-determinadas pelo programa das Nações Unidades, podem perder o título. Este ano, duas áreas deixaram de ser consideradas Reservas da Biosfera.

No caso de projetos muito bem-sucedidos, novas extensões das áreas podem se adicionadas àquelas já selecionadas. Foi o que aconteceu agora em 2016 com o Trifinio Fraternidad, em Honduras, a Toscana, na Itália, o Monte Hakusan, no Japão e o Parque Nacional de Cerros de Amotape, no Peru.

Critérios de escolha

Para que uma nova área seja escolhida como Reserva da Biosfera da Unesco, ela precisa obedecer às seguintes exigências:

1. Conservação ambiental seguindo regras estabelecidas em diversos acordos internacionais como a Agenda 21, a Convenção Internacional de Diversidade Biológica e o Encontro Mundial de Desenvolvimento Sustentável de 2002, entre outros;
2. Desenvolvimento econômico sustentável e
3. Bem-estar da comunidade local


Abaixo você confere uma seleção de imagens das novas 20 Reservas da Biosfera da Unesco:

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Balambangan, Baía de Hijau, Indonésia

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Isle of Man, Reino Unido e Irlanda do Norte

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Gran Pajatén, Peru

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Gran Pajatén, Peru

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Balambangan, Baía de Hijau, Indonésia

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 Belo-sur-Mer – Kirindy-Mite, Parque Nacional de Madagascar

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Balambangan, Baía de Hijau, Indonésia

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Cèdre de l’Atlas, Marrocos

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La Hotte, Haiti

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Tsá Tué, Canadá

Fotos: © UNESCO

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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