Um grande vazio. Um sem ar, um sem mar… 

Marielle: um grande vazio. Um sem ar, um sem mar...

Não tenho vontade de escrever. Não tenho vontade de pensar. O cansaço bate. Praticamente me espanca. Quer que eu me renda. Mas, nem assim, me acalmo. Queria um afago, um respiro, uma não dor. Queria mais amor. É um esforço ver tudo isso, participar dessas noites que não amanhecem nunca. Mantenho os olhos abertos de insônia.

Má weigert

O peito permanece fechado, mas me recuso a me amedrontar. Luto por uma respiração menos inerte, não tão travada. Menos perdida. Que coisa maldita. Maldita convicção do absurdo, maldita desigualdade, maldita maldade. Não tenho mais idade. Dói participar da vigília na praça. Dói mais ainda não participar. Aquela dor encruada. Pelo menos, na praça há o grito, há o desabafo, há a união, há a força. Para não deixar amordaçar, massacrar. Para não deixar imperar o olho por olho. Dente por dente. Melhor olho no olho. Melhor gente que sente.  E não é excludente.

Isabela Gusmão

Na peça Grande Sertão Veredas, adaptação de Bia Lessa para o livro de Guimarães Rosa, em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, todos os lugares foram reservados para Marielle Franco.

“Quem passava parava, chorava e refletia. Não é só uma questão de a vereadora estar em todo lugar. É, principalmente, o fato de estarmos todos, após sua execução, num sertão profundo ao redor…. “, dizia um post no Facebook. Um grande vazio. Um sem ar, um sem mar…

Abaixo está o cartaz de divulgação do encontro por Marielle Franco na Cinelândia, Rio de Janeiro. Mas ele também se dará, no mesmo dia e horário, em outras cidades pelo Brasil, como São Paulo, no Masp, e em Salvador, na Igreja Rosário dos Pretos, que fica no Pelourinho.

 

Imagem: Bruno Debize da Motta (abertura) 

Com arte, tá tudo bem. Se as exposições, peças de teatro, shows, filmes, livros servirem de gancho  para falar de questões sociais e ambientais, tanto melhor. Jornalista, tradutora, cronista, fez reportagens para grandes jornais, revistas, TVs. Além de repórter, foi produtora, editora e editora-chefe. Não, não renega sua especialização em Marketing. Resolveu tirar da experiência subsídios para criticar o consumismo desenfreado. Seu mais recente projeto é o seu site pessoal

Karen Monteiro

Com arte, tá tudo bem. Se as exposições, peças de teatro, shows, filmes, livros servirem de gancho  para falar de questões sociais e ambientais, tanto melhor. Jornalista, tradutora, cronista, fez reportagens para grandes jornais, revistas, TVs. Além de repórter, foi produtora, editora e editora-chefe. Não, não renega sua especialização em Marketing. Resolveu tirar da experiência subsídios para criticar o consumismo desenfreado. Seu mais recente projeto é o seu site pessoal

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