‘Todas as manhãs do mundo’, de Lawrence Wahba, mistura realidade e ficção e estreia em abril

Salmões que enfrentam a força das águas e as garras dos ursos-pardos para desovar no rio em que nasceram; exóticas e coloridas criaturas marinhas que se camuflam para sobreviver nos recifes mais ricos do mundo; leões e búfalos em batalhas épicas, onças que se adaptam ao vai e vem das águas no Pantanal. Após 44 semanas, com mais de 400 horas de material gravado entre 2010 e 2015, em expedições a: Noruega, México, Canadá, Indonésia, Zâmbia, Botswana e Brasil; o filme Todas as manhãs do mundo está pronto e estreia nos cinemas de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre em 6 de abril.

Dirigido por Lawrence Wahba (ganhador do Emmy Awards 2013 pelo programa América Selvagem, da NatGeo) e produzido pelo Canal Azul, em parceria com a Fox Film do Brasil e  a produtora Francesa Bonne Pioche (do premiado A Marcha dos Pinguins), o longa-metragem foi concebido paralelamente a  série homônima exibida pelo Canal NatGeo em outubro de 2015, produção que teve uma das maiores audiências do canal naquele ano e foi indicada ao Prêmio de Fotografia ABC e ao prêmio de Melhor Programa de TV pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

Ao contrário da série documental, que retrata as aventuras do brasileiro ao testemunhar o amanhecer pelo planeta junto a uma equipe francesa, o longa mescla fantasia e realidade e enquadra-se no gênero conhecido como docudrama.

Dois personagens centrais, o Sol e a Água (interpretados por Aílton Graça e Letícia Sabatella, respectivamente), são os responsáveis pela narrativa. A história aborda a troca de turno que acontece com o raiar do dia e mostra a luta diária de animais por água e comida em diferentes partes do planeta.

Para Wahba, é preciso mostrar as belezas da natureza para cativar as pessoas: “O que os olhos não veem, o coração não sente. O que me motiva a ficar tanto tempo longe dos meus filhos e do conforto de casa é trazer para eles e para todas as pessoas as belezas naturais que ainda existem no mundo, sensibilizando-os para a necessidade de preservá-las”.

O documentarista também compara o filme com outros documentários: “Dizem que o ser humano aprende apenas pelo amor ou pela dor. Os grandes filmes recentes sobre natureza, como 11th Hour, de Leonardo de Caprio, ou Verdade Inconveniente, do Al Gore, tentam educar pela dor, mostrando o quanto o planeta está sofrendo. Sem querer me comparar a eles, Todas As Manhãs do Mundo pretende educar pelo amor, mostrando as belezas que ainda existem e precisam ser preservadas. Buscamos trazer a leveza e a profundidade de A Marcha dos Pinguins, fazendo um filme para toda a família”. E completa: “Espero que as pessoas gostem, se divirtam, se emocionem e saiam otimistas do cinema, sabendo que o nosso planeta é lindo e a vida ainda resiste aos desmandos do homem.”

O filme também aborda temas relacionados à conservação, sustentabilidade, aquecimento global, poluição, cadeia alimentar e é indicado a todos as pessoas que se interessam por natureza, animais e meio ambiente. Não perca!

Fotos: Divulgação

Fábio Paschoal

Apaixonado por animais desde criança, logo decidiu estudar Biologia, formando-se pela USP em 2005. É técnico em turismo e trabalhou como guia a partir de 2008, tendo conduzido, por três anos, passeios de ecoturismo no Pantanal e na Amazônia. De 2011 até 2016, foi repórter e editor do site da revista National Geographic Brasil, onde nasceu o blog Curiosidade Animal (desde dezembro de 2016, aqui, no Conexão Planeta).

2 comentários em “‘Todas as manhãs do mundo’, de Lawrence Wahba, mistura realidade e ficção e estreia em abril

  • 28 de abril de 2017 em 6:39 PM
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    A série já foi linda, lembro de ter chorado ao assistir um capítulo, o filme tb deve ser muito bom. Na lista do cinema!

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