Toda energia usada em ilha no arquipélago de Samoa vem de painéis solares

Toda energia usada em ilha no arquipélago de Samoa vem de painéis solares

Ta’u é a maior ilha do arquipélago da Samoa Americana, situado no Oceano Pacífico. Apesar disso, ela tem apenas 600 habitantes. Entretanto, para terem energia em suas casas (e no hospital, escola, mercados, etc), eles dependem de uma usina movido a diesel, um combustível fóssil, poluente e que, ao ser queimado, libera dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, gás apontado como sendo o principal responsável pelo aquecimento global.

Anualmente, a ilha consumia algo em torno de meio milhão de litros de diesel para atender sua demanda. Todo este combustível era importado e atravessava longas distâncias pelo mar para chegar até a ilha, que fica a 7 mil quilômetros de distância da costa oeste dos Estados Unidos.

Entretanto, há poucas semanas, Ta’u acabou com sua dependência aos combustíveis fósseis. Isso porque foram instalados na ilha 5.328 painéis solares, integrados num grid (rede de distribuição inteligente de energia) e em 60 baterias de última geração. O investimento foi realizado graças a uma parceria entre o governo do arquipélago, a Agência do Meio Ambiente dos Estados Unidos e as empresas Tesla e SolarCity (leia-se Elon Musk).

O microgrid tem capacidade de produção de 1,4 megawatts. Com as superbaterias, que armazenam a energia excedente, a ilha pode ficar até três dias sem receber a luz do sol, que mesmo assim, seria possível suprir a demanda de eletricidade. Além disso, com apenas 7 horas de sol, a capacidade total já é restaurada.

A instalação da planta solar não só torna Ta’u mais sustentável, como a vida de seus habitantes mais segura e tranquila. “Houve uma vez em que o barco não conseguiu chegar aqui por dois meses”, relembra Keith Ahsoon, morador da ilha. “Nós dependemos no barco para tudo, incluíndo a importação do diesel para a geração de eletricidade. Até o sistema de bombeamento de água depende disso”.

Outro benefício importante é o custo. A ilha tem sol de sobra e a produção de energia solar será muito mais barata do que a compra de combustível fóssil.

A ideia é que o exemplo do que está acontecendo em Ta’u possa ser replicado em outras partes do mundo, principalmente em pequenas comunidades, que assim como a ilha do Pacífico, tem sol em abundância. A energia solar é viável, mais barata e limpa.

“Estamos fazendo história. Este projeto nos ajudará a reduzir nossa pegada de carbono. Ao morar numa ilha, somos os primeiros a sentir os impactos do aquecimento global. A erosão nas praias salta aos nossos olhos. É um problema sério e este projeto é uma boa iniciativa para ser compartilhada”, afirma   Ahsoon.

Foto: divulgação Tesla/SolarCity

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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