Tartaruga ferida ganha cadeira de rodas feita de Lego

É incrível o que pessoas criativas e movidas pela inovação podem fazer pra melhorar o mundo, mesmo que este esteja restrito a um zoológico nos Estados Unidos. Neste caso, o Zoológico de Baltimore, em Maryland, Estados Unidos, que, desde 1996 lidera projeto de monitoramento de tartarugas-caixa – espécie Wild Eastern Box – no Druid Hill Park Eastern, um dos parques americanos mais antigos.

O projeto indica auxilia a equipe de conservação – liderada pela Dra. Ellen Bronson, diretora sênior de saúde animal, conservação e pesquisa do zoológico – a identificar detalhes de seu comportamento que indicam como uma espécie nativa e em rápido declínio pode prosperar numa grande cidade, num cenário urbano. Até agora, foram registradas, marcadas e liberadas mais de 130 tartarugas-de-caixa.

Pois, em julho, funcionário dessa instituição encontrou em Druid Hill uma tartaruga-de-caixa ferida e a levou para o hospital do zoológico para tratamento. Seu estado era grave. Ela teve múltiplas fraturas na parte inferior do casco, chamada de plastron, e, por isso, o maior desafio da equipe de veterinários era manter sua mobilidade, para que pudesse se recuperar.

Foi submetida a cirurgia de recomposição do casco. Para isso, foram usadas placas de osso de metal unidas por grampos de costura e fio cirúrgico. Isso garantia que o casco fosse mantido longe do chão, em parte, para que se recuperasse. A questão é que seria necessário evitar que ela se esforçasse ao andar. Uma cadeira de rodas seria perfeito, só que não existem cadeiras de rodas do tamanho de tartarugas, certo?

Errado. Não existia até que os veterinários da equipe de Bronson tiveram uma brilhante ideia. “Desenhamos alguns esboços de uma cadeira personalizada e os enviamos para um amigo que é entusiasta dos blocos de montar da Lego”, explica Garret Frases, veterinário colaborador do zoológico (estudante do quarto ano de Veterinária, em treinamento). Isso mesmo, ela foi feita com peças do jogo de montar mais famoso do planeta.

A ideia não era só genial, como se mostrou viável e a tartaruga ganhou uma cadeira de rodas multicolorida, que a está ajudando na recuperação da cirurgia. “Ela usará o equipamento até que todos os fragmentos tenham se fundido e o casco esteja completamente curado”, disse Dra. Bronson.

A cadeira foi anexada às bordas da parte superior da tartaruga, colocando-a fora do chão e permitindo que suas patas sejam liberadas para que possa se mover. O mais interessante é que, assim que recebeu a engenhoca, a tartaruga nunca hesitou e, co a foça de suas patas dianteiras, já começou a andar. Seu design permite comportamentos naturais como se esconder em seu casco, caso se sinta ameaçada.

As tartarugas levam mais tempo para se recuperar do que mamíferos e aves porque seu metabolismo é mais lento, mas, se seu casco estiver protegido e estável, isso pode acontecer mais rápido.

“Esta tartaruga foi marcada por nós em 2000, então, deve ter, pelo menos, 18 anos de idade”, contou Bronson. “Estamos muito felizes por ele estar se recuperando bem de seus ferimentos e planejamos devolvê-lo à natureza assim que ele estiver totalmente curado”. Já estamos torcendo por ela.

Foto: Divulgação 

Fontes: Zoologico de Baltimore e G1

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Deixe uma resposta