Talentosa, famosa e negra! Onde está o problema?

cantora negra michele mara

A cantora Michele Mara é daquelas que quando canta, enche de som o ar. Não há exagero na frase! Michele foi aprovada pelo público brasileiro e latino americano. Para você entender melhor, em 2011, ela entrou no Programa do Faustão para imitar a cantora Aretha Franklin. Ganhou! No ano seguinte, disputou o título de melhor imitadora da América Latina. Venceu de novo e virou celebridade. Apresentou-se em vários programas e palcos Brasil afora, gravou disco, fez vídeo clipes, participou de um filme.

Michele Mara é de Curitiba. Na capital paranaense tem amigos e uma legião de fãs. Mas acreditem, na mesma cidade em que normalmente é cultuada, a cantora foi vítima de racismo. O crime contra ela foi numa loja, em que entrou para comprar um turbante. A dona disse que ela não podia experimentar a peça por causa do cabelo.

Não foi a primeira, nem a última vez. Mas para azar dos haters, Michele é daquelas pessoas que não deixam barato. Procura a justiça, encara o agressor. Já ganhou dois processos e tem outros três em andamento contra mais de 300 pessoas. O número de processados é grande porque há também crimes virtuais.

Na conversa com a cantora, ela conta como se sente com esta situação, o trabalho que pretende fazer com mulheres negras e nos brinda com sua voz poderosa.


Foto: Nizo Gomide/arquivo pessoal

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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