Supermercados em diversos países criam horário exclusivo para idosos para protegê-los do coronavírus

Supermercados em diversos países criam horário exclusivo para idosos para protegê-los do coronavírus

As pessoas com mais de 60 anos ou aquelas com doenças crônicas ou pré-existentes são as mais vulneráveis a contrair o novo coronavírus, o COVID-19, que já matou mais de 8,7 mil pessoas no mundo todo e contaminou cerca de 215 mil.

Para proteger a população nessa faixa etária, supermercados em diversos países criaram horários exclusivos para essas pessoas e também, aqueles com deficiência, dessa maneira, eles têm prioridade na aquisição de alimentos e podem fazer suas compras com a loja mais vazia.

Assim como em outros lugares, na Austrália muitos consumidores começaram a estocar produtos e deixar as prateleiras vazias. Para garantir que os idosos encontrem o que procuram, uma das maiores cadeias de lá, a Woolworths, só permite que pessoas acima de 60 pessoas (é preciso mostrar a identidade) entrem no supermercado entre 7h e 8h da manhã.

No Reino Unido, a rede de supermercados Iceland está fazendo o mesmo. Em certas lojas, só os mais velhos podem fazer compras logo na abertura. Na Irlanda, a cadeia Lidl também está dando preferência aos idosos entre 9h e 11h da manhã.

Nos Estados Unidos, onde a pandemia do coronavírus está crescendo – o país já tem mais de 7 mil casos confirmados da doença -, algumas empresas estão seguindo a mesma tendência. A Foodtown, no Texas, reservou os primeiros horários do dia para os consumidores idosos.

O ideal mesmo é que aqueles acima de 60 anos fiquem em casa e evitem sair em lugares públicos. A recomendação de médicos e especialistas é que, nesse período de proliferação do COVID-19, eles não se exponham e se protejam ao máximo.

O ministro da Saúde do Brasil, Luiz Mandetta, já ressaltou, por exemplo, por várias vezes, que pais devem evitar ao máximo levar crianças para visitarem os avós – os mais jovens também podem ser contaminados pelo coronavírus, mas em geral, não apresentam sintomas, todavia, podem passar o vírus para os mais velhos.

Outra dica é que familiares, amigos e vizinhos se ofereçam para fazer as compras para as pessoas mais vulneráveis. Ótima ideia, não? Afinal, o momento é de muita solidariedade e ajuda entre todos!

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Foto: Jürg Stuker/Creative Commons/Flickr

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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