Suíça proíbe o cozimento da lagosta viva

Suíça proíbe o cozimento da lagosta viva

A partir de março deste ano, entra em vigor uma nova lei na Suíça que tem como objetivo acabar com a crueldade no tratamento de alguns animais, entre eles, a lagosta.

A nova legislação proíbe que os crustáceos sejam cozidos ainda vivos. A lei determina que eles sejam mortos, de maneira rápida, antes de serem colocados na água fervente.

Além disso, as lagostas deverão ser transportadas em água do mar, seu habitat natural, e não mais em gelo ou água gelada.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, animais como as lagostas têm consciência e por esta razão, não devem sofrer e ser tratados de maneira cruel. Um estudo recente revelou que estes crustáceos apresentam um sistema nervoso complexo, que os possibilitaria ter sensações, como por exemplo, a dor.

Na Nova Zelândia e no norte da Itália já existe a mesma proibição em relação ao acondicionamento e preparo da lagosta.

Bem-estar animal

Os novos cuidados estabelecidos com a lagosta pelo governo suíço fazem parte de uma mudança na legislação que aborda a proteção dos animais no país. Será proibida também a criação ilegal de filhotes de cachorros e a comercialização de dispositivos que inibem cães de latir.

Outra sanção é sobre a exposição de pequenos animais em feiras. Haverá um tamanho mínimo para as jaulas em que os mesmos fiquem expostos para evitar o estresse.

Esta não é a primeira vez que os suíços decidem legislar sobre a melhor maneira de cuidar dos animais. Em 2008, o governo aprovou um projeto que obrigou todo novo proprietário a passar por um curso para aprender como tratar animais domésticos e também, de fazendas. Porquinhos-da-índia e alguns pássaros só podem ser comprados em pares, já que as espécies sofrem ao viver sozinhas.

O Departamento Veterinário e de Segurança Alimentar da Suíça faz um trabalho ainda bastante sério para acabar com a crueldade animal em pesquisas. Recentemente, foi implementado um novo programa para reduzir ao máximo a utilização dos mesmos em testes de laboratório. No ano passado, houve a redução de 7% no uso de cobaias. O programa é chamado de 3Rs – Replacement, Reduction e Refinement (Substituição, Redução e Melhora).

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Foto: Daniel Norris/unsplash

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Um comentário em “Suíça proíbe o cozimento da lagosta viva

  • 23 de abril de 2018 em 1:28 PM
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    Muito triste reconhecer que precisamos de leis que nos punam se infringirmos regras estabelecidas que já deveriam fazer parte de nossa consciência mas ainda não fazem, por isso é necessário que nos digam que cozinhar um animal vivo, causa dor nele como causaria em nosso filho porque, por conta de degustar alimentos esdrúxulos, alguns países da Ásia cozinham cães e gatos ainda vivos, não é crime, estão acostumados e a lei deles permite. Nos estarrece o fato mas não paramos para pensar que, no Brasil, 1 boi, 1 porco e 185 frangos são mortos A CADA SEGUNDO para virarem a comida que você come, sem nenhuma pena deles, ao contrário, saboreando cada pedaço sem remorso algum.

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