Startup alemã de taxi aéreo conclui primeiro teste com jatinho elétrico de cinco lugares

Parece ficção. O jatinho totalmente elétrico, não tem cauda, ​​leme, hélices ou caixa de câmbio. Ao decolar, sobe verticalmente como um helicóptero. Isto graças às asas, acopladas à cabine em formato de ovo, que são equipadas com 36 motores elétricos a jato. Para a decolagem, eles se inclinam, depois “dobram” para a frente para executar o voo horizontal. 

O teste mais recente foi feito em 4 de maio, com um modelos mais avançado, de cinco lugares, e, em seguida, a startup alemã de táxi aéreo Lilium anunciou o sucesso da empreitada. Por isso, a empresa sediada em Munique, Alemanha, acredita que poderá lançá-lo em breve e, assim, inaugurar sua indústria de “carros voadores” elétricos. Em 2025, a empresa quer dar mais um passo importante: oferecer serviços de táxi aéreo em várias cidades com sua frota de jatinhos elétricos. 

No vídeo promocional – que você pode assistir no final deste post– a aeronave não-tripulada pode ser vista decolando na vertical, pairando brevemente e aterrissando. A princípio, pode parecer frustrante – confesso que imaginei que ele tinha voado, mesmo!–, mas os técnicos garantem que este é um grande passo já que o modelo é mais pesado do que o que foi testado em 2017.

jatinho Lilium ainda não está completo, mas quando estiver, deverá ter alcance de 300 quilômetros e atingir velocidade máxima de 300 quilômetros por hora. 

Remo Gerber, diretor comercial da Lilium, disse ao site The Verge que isso só é possível graças ao design da asa, que é fixa, exigindo menos de 10% dos 2 mil cavalos de potência que ele tem durante a viagem. “Estamos superanimados. O primeiro voo foi exatamente como deveria ser”.

Em 2017, a Lilium fez o primeiro vôo de teste – para verificar decolagem, voo e aterrissagem – com um protótipo vertical totalmente elétrico de dois lugares (VTOL), que conseguiu passar do voo vertical para o dianteiro ou horizontal (foto abaixo). Isto, o novo modelo ainda não conseguiu fazer, mas está quase lá.

A relação potência-peso é uma grande questão nos voos elétricos. A densidade de energia – ou seja, a quantidade de energia armazenada em um determinado sistema– é a principal medida porque as baterias produzidas hoje não contêm energia suficiente para tirar a maioria dos aviões do solo.

Gerber não revelou detalhes sobre a capacidade de peso do jato Lilium de cinco lugares, testado este mês, mas garantiu que, possivelmente, transportará cinco passageiros mais o piloto, além de bagagem. Sim, ao contrário de alguns de seus concorrentes – há mais de cem projetos de modelos elétricos em desenvolvimento e em teste -, a empresa planeja manter um piloto humano a bordo. Isso é muito favorável no processo de certificação junto à Agência Europeia para Segurança da Aviação. E a empresa ainda quer obter autorização da Administração Federal de Aviação dos EUA.

Outro serviço bastante interessante que a Lilium oferecerá é um aplicativo para smartphone em parceria com a Uber, por meio do qual os clientes poderão reservar seu voo. A intenção é oferecer preço competitivo. 

Fotos: Divulgação

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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