Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a banir canudos plásticos


Rio de Janeiro pode ser primeira cidade brasileira a banir canudos plásticos

*Atualizado em 06/07/2018

Assim como Vancouver (Canadá), Seattle e Nova York (Estados Unidos) e Inglaterra, o Rio de Janeiro acaba de proibir o uso de canudinhos plásticos em bares, cafés e restaurantes e quiosques, tornando-se assim, a primeira cidade do Brasil a abraçar este movimento mundial contra o lixo plástico e a poluição de rios e oceanos.

No início do mês passado, foi aprovado na Câmara Municipal o projeto de lei do vereador Jairinho (MDB) que bane o canudo na capital carioca. A iniciativa teve o apoio da ONG Meu Rio, uma rede de cidadãos que trabalha por uma cidade mais democrática, inclusiva e sustentável.

Ontem o projeto vire lei foi sancionado pelo prefeito Marcelo Crivella. Estabelecimentos comerciais que desrespeitarem a nova legislação pagarão multa de até 3 mil reais e este valor poderá dobrar em caso de reincidência.

A ideia é que os canudos plásticos e seus invólucros sejam substituídos por similares feitos de papel reciclável ou biodegradável.

O único detalhe – e que detalhe – é que o texto não esclarece quando a nova legislação entrará em vigor! Realmente…

Recentemente, o governo estadual sancionou a lei que proibiu a utilização e distribuição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais. O Rio de Janeiro, que tem o turismo entre suas principais fontes de renda, finalmente está se dando conta da importância da preservação de um de seus mais importantes bens naturais: sua costa e a vida marinha que nela vive.

Alternativas ao canudos plásticos 

Aparentemente inofensivo, o canudinho descartável virou uma praga ambiental. Só nos Estados Unidos, são usados 500 milhões deles por dia e no Reino Unido, mais 100 milhões. E assim como outros resíduos, eles acabam no mar, engolidos por animais, que morrem sufocados.

Feito geralmente de poliestireno ou polipropileno, o canudo pode ser reciclado, mas como é muito pequeno e leve, assim como tampas de garrafa, frequentemente é jogado no lixo. Sua vida útil é estimada em 4 minutos. Isso mesmo, 4 minutos! E ele leva aproximadamente 400 anos para se decompor na natureza.

No mundo todo, estão sendo criadas diversas alternativas para substituir os canudos plástico. No Conexão Planeta, mostramos o canudo espanhol Sorbos, que é comestível e biodegradável. Feito com açúcar, gelatina bovina e amido de milho, ele pode (ou não) ser aromatizado com seis sabores diferentes: limão, lima, morango, canela, maçã verde, chocolate e gengibre. Se ingerida, cada unidade tem 24 calorias.

Canudo comestível e biodegradável é alternativa ao plástico

O espanhol Sorbos, comestível e biodegradável

Todavia, para quem procura uma solução de longo prazo, há uma novidade aqui do Brasil mesmo. A marca carioca Mentah vende canudos reutilizáveis. O produto é fabricado com vidro de borosilicato, inerte e termoresistente (o mesmo utilizado em laboratórios). Ele pode ser comprado em um kit, que vem com uma escova de limpeza, e uma sacolinha, pronta para ficar na bolsa ou na mochila, assim pode ser levado para qualquer lugar.

O canudo brasileiro de vidro Mentah 

Já a marca britânica Globi World comercializa canudos de metal. De aço-inoxidável, também são acompanhados de um escovinha para a limpeza e um saquinho.

Opção de metal, com kit para levar na bolsa

Alternativas como as do canudo de vidro ou de metal, talvez sejam mais apropriadas para o uso individual. Difícil conceber que seria viável em um restaurante ou bar, a limpeza de centenas de canudinhos como estes. Além disso, o custo unitário do produto brasileiro é de 17 reais.

Mas para quem quer fazer a sua parte e ser mais sustentável, solução é o que não falta. Hora então de aposentar os velhos e poluentes canudinhos de plástico!

Fotos: domínio público/pixabay (abre) e demais divulgação

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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