Restaurantes dos parques e hotéis da Disney se rendem ao veganismo

Restaurantes dos parques da Disney abraçam o veganismo

Mais e mais pessoas no mundo estão mudando suas dietas alimentares e deixando ou reduzindo o consumo de proteínas de origem animal, sobretudo, a carne vermelha. Seja por serem contra o sofrimento dos animais ou porque querem evitar os malefícios provocados à saúde devido à ingestão excessiva desse tipo de alimentos.

Para acompanhar este novo momento da sociedade e do mercado, a Walt Disney Company anunciou em seu blog, que a partir do mês que vem, outubro, todos os restaurantes e hotéis de seus parques passarão a oferecer pratos veganos em seus cardápios – sem a presença de carnes, laticínios, ovos ou mel em seu preparo.

Serão mais de 400 opções disponíveis nos quiosques de fast food e nos restaurantes de Orlando, na Flórida, e no primeiro semestre do ano que vem, na Disneyland, em Anaheim, na Califórnia. Em Paris e Tóquio, onde também estão localizados os demais parques do grupo, já há pratos feitos apenas com ingredientes vegetais.

Parques de diversão são conhecidos por, em geral, oferecer comida de péssima qualidade. Algo similar àquelas disponibilizada por companhias aéreas. Por ano, são vendidos nos parques da Disney 10 milhões de hamburguers, 6 milhões de cachorros quentes e quase 2 milhões de quilos de pernas de peru.

Por esta razão, os visitantes da Disney adeptos do veganismo tinham dificuldade em comer por lá. Tanto é que criaram um site com dicas de sobrevivência para quem pretende ir aos parques.

Os pratos veganos serão identificados no cardápios com o desenho de uma folha verde. E também farão homenagem aos principais filmes e personagens do estúdio, como por exemplo, o “Hummus dos Dois Sóis de Tatooine”.  

Restaurantes dos parques da Disney abraçam o veganismo

Em 2018, cerca de 157 milhões de pessoas visitaram os parques da Disney.

Menos carne, mais saúde

Um estudo internacional, divulgado em 2015, alertou sobre como carnes processadas em excesso podem causar câncer. Na ‘lista negra’ aparecem alimentos como salsichas, linguiças, bacon, presuntos, embutidos e carnes enlatadas.

A Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC, na sigla em inglês), órgão ligado à Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou as carnes processadas, aquelas que são resultado de um processo de transformação que utiliza sal, fermentação, aditivos químicos e defumação para realçar o sabor ou aumentar o tempo de preservação, no grupo 1 de carcinogênicos, o mesmo a que pertencem fumo, bebidas alcóolicas e poluição do ar.

O relatório ressaltava que carnes processadas podem causar câncer ao ser humano, sobretudo, o colorretal. Os especialistas destacaram que o consumo de 50 gramas de carne processada diariamente, o equivalente a duas fatias de bacon, pode aumentar o risco do desenvolvimento da doença em até 18%.

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Fotos: divulgação Disney

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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