Reino Unido anuncia criação de 41 novas áreas de conservação marinha

Apesar da renúncia da primeira-ministra Theresa May, provocada pela confusão sem fim da saída do Reino Unido da Comunidade Europeia, o tal do Brexit -, e a visita de Donald Trump à Terra da Rainha, os britânicos têm, pelo menos, um grande motivo para celebrar esta semana.

O governo anunciou a criação de 41 novas Zonas de Conservação Marinha. São cerca de 12 mil km2 de áreas de proteção, o equivalente ao tamanho de duas Inglaterras – indo da Cornuália até Northumberland.

Agora, no total, são 355 reservas, espalhadas ao longo da costa do Reino Unido, uma espécie de “cinturão azul”.

A designação das novas zonas faz parte de um plano dividido em três fases. Em 2013 e 2016, o governo já havia criado outros 50 habitats de preservação marinha, como parte do Marine and Coastal Access Act.

“O Reino Unido já protege mais de 30% de sua costa, mas sabemos que há mais a ser feito. Estabelecer esta última rodada de Zonas Marinhas de Conservação é outro grande passo na direção certa para salvaguardar a preciosa e diversificada vida marinha para as futuras gerações ”, destacou Michael Gove, secretário do Meio Ambiente.

O ‘cinturão azul’ britânico tem cerca de 12 mil km2

As 41 reservas são lugares especiais e incluem corais de água fria, florestas de leques marinhos, desfiladeiros rochosos e bancos de areia – uma gama de paisagens submersas incrivelmente variada, que sustenta a impressionante diversidade de vida marinha encontrada no Reino Unido, celebrou a organização The Wildlife Trusts, em sua página na internet.

No ano passado, a entidade realizou uma consulta pública junto aos britânicos para promover a implantação dessa última e terceira fase do projeto.

“É uma notícia fantástica. As Zonas de Conservação Marinha formarão uma série de habitats subaquáticos vitais, que poderão ser recuperados”, disse Joan Edwards, diretor do programa Living Seas, da The Wildlife Trusts. “Agora, precisamos ter uma boa gestão desses locais para impedir atividades como a pesca de arrasto ou a dragagem de vieiras e lagostins, que prejudicam a frágil fauna marinha”.

*Com informações do site do governo do Reino Unido e do The Wildlife Trusts

Fotos: reprodução Facebook The Wildlife Trusts/Alex Mustard (abertura) e Paul Naylor

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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