Quer entender mais sobre economia solidária? Ponto Butantã tem escola de formação em São Paulo

Desde que começou a funcionar em São Paulo, em 2016, o Ponto de Economia Solidária e Cultura do Butantã tem oferecido oportunidades de contato com essa economia em diversas vertentes. Há programação cultural, oficinas, loja que comercializa os produtos da economia solidária, feiras, a comedoria Quiririm, e muitas outras atividades.

Além disso, para quem quer conhecer melhor a economia solidária, o Ponto Butantã abriga a Escola de Formação em Economia Solidária Paul Singer, que oferece aulas praticamente todos os meses, reunindo pessoas que trabalham nessa área para compartilhar conhecimento com os interessados.

(Leia também: o post Uma Conversa com Paul Singer, sociólogo que disseminou a economia solidária no Brasil, e faleceu em abril deste ano, e outro post que publiquei em março sobre outra escola de formação com o nome de Singer, no Amazonas)

A aula mais recente aconteceu em 25 de agosto, abordando autogestão e saúde mental. A relação da economia solidária com a saúde mental é muito estreita. Para quem não conhece, recomendo a leitura de outro post que publiquei aqui no blog, sobre o assunto. Saude Mental e Economia Solidária: mobilização contra retrocessos. Entre os temas já abordados estão também autogestão e luta pela terra; Paul Singer: socialismo e autogestão; autogestão e lutas sociais.

A Escola de Formação em Economia Solidária que hoje lá funciona é uma homenagem ao professor Paul Singer, que em 2016, presente à inauguração do Ponto Butantã, sugeriu a criação de uma escola de economia solidária, que logo foi implementada no espaço. As aulas são divulgadas na página do Ponto no facebook.

Outro espaço de economia solidária em São Paulo que merece ser conhecido funciona na Praça Benedito Calixto, em Pinheiros: o Ponto Benedito. Ambos são ligados à Secretaria da Saúde e oferecem programação mensal. A maior parte das atividades são voltadas para usuários da Rede de Saúde Mental. Mas as aulas, como várias outras programações, são abertas ao público.

A experiência dos Pontos inclui empreendimentos solidários da área da saúde mental, responsáveis por ocupar e movimentar o espaço em diversas frentes. São microcosmos que demonstram que a economia solidária funciona como opção para inclusão e geração de renda. Passar uma tarde nesses espaços, explorar as atividades que oferecem, conversar com as pessoas, é uma experiência única, capaz de abrir muitas janelas no nosso modo de ver o mundo.

Recomendo para quem quer conhecer um pouco mais desse universo da economia solidária, mas também para aqueles que querem dar espaço a outros modos de ver e de atuar no mundo. Os Pontos são espaços de inclusão e diversidade, o que torna a vida de todos nós muito mais rica.

Foto: Divulgação (Paul Singer participando de atividade no Ponto de Economia Solidária e Cultura do Butantã)

Jornalista e mestre em Antropologia. Coordenou a Comunicação da Secretaria do Verde da Prefeitura de São Paulo – quando criou as campanhas ‘Eu Não Sou de Plástico’ e, em parceria com a SVB, a ‘Segunda Sem Carne’. Colaborou com a revista Página 22, da FGV-SP, e com a Unisol Brasil. Hoje é conectora – trabalha linkando projetos e pessoas de todas as áreas na comunicação para um mundo melhor

Mônica Ribeiro

Jornalista e mestre em Antropologia. Coordenou a Comunicação da Secretaria do Verde da Prefeitura de São Paulo – quando criou as campanhas ‘Eu Não Sou de Plástico’ e, em parceria com a SVB, a ‘Segunda Sem Carne’. Colaborou com a revista Página 22, da FGV-SP, e com a Unisol Brasil. Hoje é conectora – trabalha linkando projetos e pessoas de todas as áreas na comunicação para um mundo melhor

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