Quênia substitui presidentes (e ditadores) por animais em novas moedas


Quênia substitui presidentes (e ditadores) por animais em novas moedas

Devido à pressão popular, a constituição aprovada em 2010, no Quênia, determinou que as cédulas e moedas do país não deveriam ter a imagem de nenhum indivíduo, para desta maneira, promover e fortalecer a democracia e os direitos humanos.

Na semana passada, então, o Banco Central do Quênia divulgou as imagens das novas moedas que entrarão em circulação, com figuras de animais nativos africanos e tão queridos a seu povo, apesar de ameaçados pela caça ilegal e o tráfico de marfim.

Nas moedas de 1, 5, 10 e 20 shillings (centavos) aparecem girafas, rinocerontes, leões e elefantes.

A moeda com a imagem de uma girafa na savana africana

As novas moedas passam a ser o símbolo também do desejo do povo de presenciar o renascimento do país e sua prosperidade. O texto da nova constituição diz que “… nós, o povo do Quênia, respeitamos o meio ambiente, o qual é nossa herança, e prometemos protegê-lo para o benefício das futuras gerações”.

Segundo o banco central queniano, o novo design também é mais acessível a pessoas com problemas visuais.

As moedas antigas, que continuarão em circulação, tinham as efígies dos três ex-ditadores do Quênia: Jomo Kenyatta, Daniel arap Moi e Mwai Kibaki. Os quenianos viam isso como uma forma de promoção pessoal e desses “políticos” tentaram personificar o poder do Estado.

Daniel arap Moi ficou 24 anos no poder. O país africano tem um passado que quer muito esquecer. Mas está seguindo em frente, valorizando finalmente uma de suas maiores riquezas, a vida selvagem.

No Brasil também temos animais estampados em nossas notas de real – o beija-flor, a tartaruga-de-pente, a garça branca, a arara-vermelha, o mico-leão-dourado, a onça-pintada e a garoupa.

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Imagens: divulgação Banco Central do Quênia

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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