Que tal usar o telhado do vizinho para investir em energia solar?

yeloha, energia solar compartilhada

Esta definitivamente é a era da economia colaborativa. Novos modelos de negócios surgem a cada dia, sempre tendo como foco principal inovação e compartilhamento. Não faltam exemplos de sucesso como Airbnb ou Ebay, em que a troca é a moeda vigente. Agora chegou a vez do compartilhamento de energia solar.

Quem levou a novidade para o mercado americano foi a startup Yeloha. Com a grande redução do custo dos paineis solares (cerca de 50% nos últimos seis anos) e sua popularização no mundo inteiro, muita gente ficou interessada em investir na energia vinda do sol. O problema é que há pessoas que moram em casa alugada, em apartamento ou mesmo em lugares poucos ensolarados. Como fazer então para usar energia solar?

A solução da Yeloha foi criar uma plataforma de compartilhamento. Através dela, é possível comprar energia solar de outras pessoas que possuem paineis solares em suas casas.

Com sede no estado de Massachusetts, a Yeloha iniciou suas operações colocando gratuitamente paineis solares em 100 residências, pequenas empresas e sedes de organizações não-governamentais de lá. Estes são os chamados sun hosts, pois estão hospedando os paineis em seus telhados. Já quem compra a energia produzida ali (não necessariamente alguém vivendo próximo) é o sun partner, parceiro no negócio.

Para quem hospeda um painel solar no próprio telhado, só há benefícios. A startup se encarrega de toda a instalação e documentos necessários para o funcionamento do sistema. Além disso, o sun host recebe de graça parte da energia gerada pelos paineis. O excedente a Yeloha vende para os outros interessados.

Pela plataforma, os sun partners podem comprar um, dois ou quantos paineis quiserem da casa dos sun hosts. Além da utilização de energia limpa e renovável, a empresa garante que há uma redução entre 10% e 50% na fatura da conta de eletricidade para quem adota a energia solar.

A startup americana conseguiu um financiamento de US$ 3,5 milhões para iniciar suas operações. “Nossa missão é criar e acelerar a convergência da economia colaborativa e da energia solar”, afirma Amit Rosner, cofundador e CEO da Yeloha. “Já vimos o impacto extraordinário das conexões colaborativas em várias indústrias, do transporte ao turismo. Agora, o poder do compartilhamento chega ao setor da energia solar”.

A contrapartida financeira da Yeloha, afinal este é um negócio social, mas que precisa ser sustentável economicamente, vem de uma parte dos ganhos obtidos com a venda da energia. A meta da empresa é em breve ampliar a plataforma para todo Estados Unidos, já que a expectativa é que o segmento de energia solar cresca mais de 50% nos próximos dois anos. Em pesquisa realizada recentemente, 79% dos americanos disseram que querem ver mais investimento no setor solar.

E se você se perguntou de onde surgiu o nome Yeloha, aqui está a explicação dos sócios da startup: ele é a junção das palavras yellow (amarelo, em inglês), em referência ao sol, e Aloha, a mais simpática e conhecida saudação do Havaí, que serve tanto para dizer oi como tchau.

Confira na ilustração abaixo como funciona na prática o compartilhamento de energia solar oferecido pela Yeloha:

ilustração de como funciona o compartilhamento da energia solar da Yeloha

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Fotos: divulgação Yeloha

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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