Que tal ficar 21 dias sem comer carne?

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Para quem é vegetariano, vegano ou não é tão carnívoro, esta pergunta pode ser uma bobagem. Mas o fato é que grande parte dos brasileiros inclui carne com frequência em suas refeições – três vezes por semana, pelo menos – e há três questões importantes que balizam este convite da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB): seu consumo em excesso faz mal à saúde dos seres humanos, ao meio ambiente e aos animais, pela crueldade com que são tratados durante seu crescimento e, depois, mortos. Então, reduzir seu consumo será maravilhoso para todos!

Para lançar a campanha 21 Dias Sem Carne – que, em apenas dez horas, conquistou mais de 1.500 pessoas! -, a SVB se uniu ao portal Veggo, a ONG Ampara Anima e ao Instituto Luísa Mel. A apresentadora é ativista pelas causas dos animais e madrinha da campanha, que ainda tem o apoio do fisiculturista Paulo Victor Guimarães, da atleta olímpica Fernandinha, medalha de ouro pela seleção brasileira de vôlei e do apresentador João Gordo (foto abaixo), que deletou a carne do cardápio diário há um bom tempo.

O primeiro a aceitar o desafio (de Luísa) foi o cantor Júnior, por isso é o garoto-propaganda da campanha. Na verdade, não se trata de um sacrifício grande para ele, já que há um tempo tirou a carne do seu cardápio, principalmente porque sua esposa, a modelo Mônica Benini, é vegetariana. “Quero participar para provar que é possível comer bem e com qualidade sem a presença da carne”, diz. “Não consegue parar de vez? Tudo bem, diminuir já vale. A ideia não é que todos virem vegetarianos depois de 21 dias, mas que reduzam o consumo”, explicou aos fãs em seu Twitter.

21-dias-sem-comer-carne-joao-gordo-424x427Mas, se você já não come carne como o Júnior, também pode participar ajudando a espalhar esta ideia entre os amigos, parentes, na escola, no trabalho, em suas viagens…  Com uma campanha como esta, fica mais fácil aderir já que, além do apoio de gente conhecida e engajada – o que amplia a capacidade de divulgação -, há nutricionistas envolvidos.

Basta se inscrever pelo site com seu e-mail para acessar as informações. Um vídeo explica tudo sobre a campanha e, a partir do início do desafio, o participante recebe receitas, informações e dicas diárias de especialistas em nutrição e culinária, além de receitas superfáceis de incluir em seu cardápio.

E dá para acompanhar as dicas também pelas redes sociais Facebook e Instagram. Além disso, quem aderir pode contar suas experiências diárias indicando a hashtag #Desafio21DiasSemCarne, inclusive no Twitter.

Mais alguns motivos para participar deste desafio

A primeira razão destacada pela campanha para parar de comer carne (ou reduzir seu consumo) é a crueldade contra os animais criados para o abate. Ou seja, compaixão por eles já seria um bom motivo.

Recentemente, o jornal britânico The Guardian – um dos maiores do mundo – publicou reportagem sobre o impacto dessa indústria com o título: “A indústria da carne é um dos maiores crimes da história da humanidade”. No meio do texto, destacou uma frase do filósofo australiano Peter Singer, autor do livro Libertação Animal, que resume bem esta questão: “A indústria da carne é responsável por mais dor e miséria do que todas as guerras contra a humanidade juntas”.

Por ano, para produzir carnes e derivados, são mortos mais de 70 bilhões de animais terrestres – vacas, porcos, frangos, entre outros –, que vivem em sistema de confinamento intensivo, sem espaço para se locomover, sem a luz do sol. Muitos são expostos a um sistema de crescimento acelerado – por meios químicos – e abatidos ainda novinhos.

Os impactos ambientais provocam pela produção de carne também são uma boa razão para comermos menos carne ou a eliminarmos do cardápio: essa indústria polui rios, desmata florestas para criar pastos e plantar soja para alimentar o gado – o que aumenta barbaramente a emissão de gases de efeito estufa – e contribui para a desertificação dos solos. O uso do solo é um dos maiores responsáveis pelas mudanças climáticas no planeta.

Levando em conta a crise hídrica no mundo, os argumentos ficam ainda mais fortes: para produzir um quilo de carne, são necessários 15 mil litros de água. E não só: para cada quilo são necessários também de 3 a 10 kg de ração à base de milho e soja (olha o desmatamento aí!), o que leva ao desperdício, que poderia alimentar inúmeras pessoas, diretamente.

Tudo isso sem contar os efeitos nefastos – e comprovados – que a carne e seus derivados (produzidos como vimos acima) provocam nos seres humanos: diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e câncer. Várias instituições nutricionais defendem a alimentação vegetariana, mas é importante destacar que é preciso que os alimentos sejam orgânicos, ou seja, sem uso de agrotóxicos.

Com base nessas informações, os organizadores da campanha ainda destacam que, ao final dos 21 dias, cada participante terá contribuído consideravelmente para a saúde de todos e do planeta, veja só:
– economia de 48 mil litros de água (usados na produção da carne, o que equivale a mais de um ano de banhos diários e econômicos),
– economia de 420 kg de grãos (ração dos animais),
– preservação de 56m2 de floresta (desmatamento para pasto e produção de grãos) e
– também não terá ajudado a emitir cerca de 189 kg de CO2.

Agora, vamos lá! 21 dias sem carne passam rápido. Além de trocar experiências com pessoas que já tiraram a carne do cardápio ou querem tentar. E suas percepções poderão ajudar outras pessoas a criar novos hábitos. Se desafie!

Foto: Divulgação

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na Claudia e Boa Forma, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, considerado o maior portal no tema pela UNF. Integra a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade.

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