Quatro empresas brasileiras tiram nota máxima em ranking global de transparência e desempenho ambiental

Quatro empresas brasileiras tiram nota máxima em ranking global de transparência e desempenho ambiental

O organização não-governamental CDP Global acaba de divulgar seu ranking mundial que analisa a transparência das ações de 8,4 mil empresas em relação ao meio ambiente e de combate às mudanças climáticas. Apenas 2% delas, 179 companhias, conseguiram a nota máxima – A -, e quatro delas são brasileiras.

Aparecem com A no levantamento Klabin (papel e celulose), Grupo CCR (concessões rodoviárias), Companhia Energética de Minas Gerais – CEMIG (energia elétrica) e Braskem (química e petroquímica). As duas últimas receberam a nota A -. Todas elas estão ao lado de grandes multinacionais como Danone, Walmart, Nestlé e Unilever, que também tiveram nota máxima no estudo.

No total, o ranking avaliou o comprometimento com a sustentabilidade de 129 empresas do Brasil. Dezenove companhias conquistaram um B, que indica que elas já atuam nessas questões nas áreas gerenciais. Já 68 organizações da iniciativa privada do país ganharam F, que significa que não conseguiram fornecer informações suficientes para a avaliação.

O objetivo do ranking é guiar as empresas a se engajar em práticas e métodos mais sustentáveis, através de toda sua cadeira produtiva, incluindo, seus fornecedores, e tomar medidas mais efetivas para enfrentar e mitigar os efeitos da crise climática.

“Reduzir emissões (de carbono) em colaboração com funcionários e fornecedores diminui custos e melhora a reputação”, destacam os especialistas envolvidos no levantamento.

O país que possui mais empresas com A no levantamento é o Japão, seguido dos Estados Unidos, França, Reino Unido e Alemanha.

Quatro empresas brasileiras tiram nota máxima em ranking global de transparência e desempenho ambiental

Ao longo dos últimos anos, o ranking da CDP tem notado um crescimento na transparência e nos esforços de empresas do mundo inteiro diante das questões ambientais, conforme é possível notar no gráfico abaixo.

Quatro empresas brasileiras tiram nota máxima em ranking global de transparência e desempenho ambiental

Na prática, o que se observa é que as empresas “A” estão cada vez mais investindo, por exemplo, em energias renováveis, em inovações com produtos que emitem menos CO2, estimulando e até, dando subsídios para que seus fornecedores também diminuam suas emissões de gases de efeito estufa.

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Foto: reprodução Facebook Klabin

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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