Própolis verde protege a pele do seu pet

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Conhecido como vassourinha – porque serve para fazer vassouras ‘caipiras’ – o alecrim-do-campo é considerado pelos pecuaristas uma planta invasora das áreas de pastagem. Já na opinião dos apicultores, a espécie é bem vinda, pois serve de ‘pasto’ para abelhas responsáveis pela defesa das colmeias: elas coletam suas resinas para fabricar própolis e então vedar a entrada de microrganismos causadores de doenças.

O alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia) é nativo da América do Sul, com distribuição pela Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, além do Brasil. Trata-se de um arbusto de até três metros de altura, com ramos flexíveis e resistentes (por isso servem como vassoura) e folhas pequenas, alongadas, recortadas nas bordas, revestidas de uma penugem esbranquiçada, quando novas. As flores também são pequenas e brancas, dividindo-se em masculinas e femininas.

A planta é utilizada na medicina popular em chás contra febres e infusões para problemas do fígado e estômago. A própolis feita à base das resinas de alecrim-do-campo é chamada de própolis verde e produzida comercialmente por apicultores dos estados de São Paulo e Minas Gerais. Tem reputação como medicamento anti-inflamatório e antimicrobiano, agindo contra fungos, vírus, bactérias e protozoários.

Na composição da própolis verde, as resinas vegetais constituem 55%; a cera de abelha, 30%; os óleos essenciais, de 8% a 10% e o pólen, outros 5%. São mais de 400 componentes químicos, entre alcoóis, vitaminas, minerais e, principalmente, flavonóides e flavonas inibidores de crescimento de microrganismos. Conforme artigo publicado pelo engenheiro agrônomo Marcelo Rigotti, a partir de análises realizadas na planta e na própolis, pelo menos 24 compostos flavonoides se concentram nos brotos do alecrim-do-campo, indicando que esta deve ser uma fonte importante para as abelhas.

Para os médicos homeopatas e entre os adeptos dos remédios naturais, a própolis comum é um recurso valioso contra gripes e problemas respiratórios, mas essa própolis verde, em especial, tem ação antisséptica, funcionando contra dermatites e na regeneração dos tecidos, como cicatrizante. E serve tanto para pessoas como no tratamento de animais. Já existe, inclusive, uma linha de produtos veterinários com a marca Propovets, composta por loção antisséptica natural, xampu, condicionador e gel, em embalagens de diferentes tamanhos. Tudo à base de própolis verde!

O médico veterinário homeopata, Marcos Fernandes, cuja clinica fica no bairro da Mooca, na capital paulista, costuma receitar esses produtos às mascotes urbanas, para serem usados de modo preventivo no banho semanal, quinzenal ou mensal. “A principal ação terapêutica é antisséptica, com ação adstringente na limpeza da pele, na região onde são aplicados”, explica. “Pela nossa rotina na clínica, sabemos que são produtos indicados para coceira, pruridos inespecíficos, dermatites, escamações, seborreia e também para ajudar na cicatrização de lesões, cortes e queimaduras”.

O uso é só externo. “Na verdade, para testar o uso interno ainda seria preciso melhorar bastante a palatabilidade, pois é uma própolis muito amarga”, comenta o médico veterinário. Muito satisfeito com os resultados dos produtos, recomendados por ele na rotina de sua clínica, Marcos Fernandes foi contatado pela Propovets para atuar como colaborador e passou a assessorar tecnicamente a empresa. Como ele diz: “São produtos alinhados com o que eu penso, com o conceito de Medicina Complementar que pratico”.

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Fotos: Liana John (alecrim-do-campo, ao alto) / Divulgação: Propovets (produtos veterinários, acima)

Liana John

Jornalista ambiental há mais de 30 anos, escreve sobre clima, ecossistemas, fauna e flora, recursos naturais e sustentabilidade para os principais jornais e revistas do país. Já recebeu diversos prêmios, entre eles, o Embrapa de Reportagem 2015 e o Reportagem sobre a Mata Atlântica 2013, ambos por matérias publicadas na National Geographic Brasil.

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