Prince não foi só um artista extraordinário, ele também defendeu os direitos dos animais

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Incomum, talentoso e inspirador, Prince ficou conhecido no mundo inteiro por quebrar barreiras e surpreender sempre. Amava a vida, que curtiu loucamente. Mas o que pouca gente sabe é que ele também amava os animais. Esta foi a razão pela qual ele se tornou vegetariano – depois vegano – e escreveu a canção Animal Kingdon (Reino Animal), que doou  para o Peta – People for The Ethical Treatment of Animal (organização radical de defesa dos animais), como um hino, quando esta completou 20 anos.

Sempre que tinha oportunidade, falava de seu ativismo e de sua defesa apaixonada dos animais, e colecionava histórias. Justificava suas escolhas de não comer carne, nem usar roupas feitas de pele animal, lembrando o 5º. Mandamento das Sagradas Escrituras: “Não matarás!”… “É exatamente isso”.

Seu pensamento foi registrado em um álbum de 1999 – Rave Un2 the Joy Fantastic –, no qual aparece usando um casaco de lã… sintética. No encarte que acompanha o disco, escreveu: “Se este casaco fosse feito de lã verdadeira, teriam sido necessários sete cordeiros, cujas vidas poderiam ser descritas assim: poucas semanas depois de seu nascimento, seus ouvidos teriam sido perfurados, suas caudas cortadas e os machos teriam sido castrados, enquanto conscientes”.

prince-defensor-dos-animais-peta-Aos quatro cantos, defendia a ideia de se criar o Dia dos Direitos dos Animais, em que os matadouros seriam obrigados a parar de trabalhar. Utopia? Talvez, mas ele seguia assim. Uma vez, em Washington, Estados Unidos, recusou o presente de um fã (desavisado): um casaco de couro. Outra vez, questionado sobre seu amor incondicional pelos animais, Prince apenas respondeu: “a compaixão é uma palavra de ação sem limites”.

Mas essa faceta do artista não foi muito divulgada pela imprensa mundial. E, na semana passada, entre as poucas plataformas online que haviam comentado sobre o lado amoroso do cantor com os bichos, estava o site do Peta, que escreveu: O reino animal perde seu príncipe. Prince vai fazer falta, e não é só por seu talento como músico.

Fotos: Divulgação

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Um comentário em “Prince não foi só um artista extraordinário, ele também defendeu os direitos dos animais

  • 26 de abril de 2016 em 5:18 PM
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    Valeu, Conexão Planeta, divulgar o aspecto mais iluminado e menos divulgado do Príncipe da Compaixão!

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