Prêmio “Para Mulheres na Ciência 2017” reconhece o trabalho de sete pesquisadoras brasileiras

“Para Mulheres na Ciência 2017” reconhece o trabalho de sete pesquisadoras brasileiras

Durante muitos anos, carreiras profissionais em áreas como Ciência, Matemática, Física, Química e Engenharia eram tidas como masculinas. Pouco, ou quase nenhum estímulo era dado a jovens mulheres que tinham interesse nelas e queriam trilhar seu futuro através delas.

Mas felizmente, aos poucos, isto vai mudando. Mais e mais mulheres apostam em seu potencial e provam que há espaço para todos – eles e elas – em todos os segmentos da sociedade.

Com o objetivo de impulsionar o trabalho de mulheres, jovens cientistas promissoras, até que se tornem pesquisadoras reconhecidas mundialmente, a Fundação L’Oréal, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), oferecem anualmente o prêmio Para Mulheres na Ciência.

Neste ano, a 12ª edição da premiação, recebeu mais de 400 inscrições. As sete finalistas foram escolhidas pela qualidade e potencial de seus trabalhos nas áreas de Ciências da Vida, Química, Física e Matemática. Cada uma delas ganhou como incentivo uma bolsa-auxílio no valor de 50 mil de reais.

Na foto que abre este post estão as vencedoras, da esquerda para a direita: Fernanda Tonelli, Jenaina Ribeiro Soares, Pamela Billig Mello Carpes, Diana Sasaki, Gabriela Nestal, Marilia Nunes e Rafaela Salgado.

Conheça abaixo as sete cientistas reconhecidas em 2017:

Jenaina Ribeiro Soares

Física da Universidade Federal de Lavras, a goiana estuda a estrutura de novos nanomateriais com perspectivas de aplicações em diferentes indústrias, em especial a eletrônica. Além disso, desenvolve equipamentos para produzir esses nanomateriais, formados por uma ou por poucas camadas atômicas. Inovação é a palavra de ordem: “Tudo isso vai permitir desenvolver projetos de ponta e inéditos no país”, afirma.

Diana Sasaki Nobrega

Com envolvimento no ensino e na pesquisa desde jovem, a cientista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, investiga uma classe de problemas matemáticos conhecidos como grafos cúbicos, relacionados com a resolução de problemas reais de conflito, especialmente na área de computação.

Rafaela Salgado Ferreira

Na busca por tratamentos mais eficazes para zika e doença de Chagas, a mineira desenha moléculas potencialmente capazes de inibir o funcionamento de proteínas essenciais na fisiologia do vírus e do protozoário Trypanosoma cruzi. Ainda mais motivada pela premiação, Rafaela afirma o papel social da pesquisa e ressalta a importância do trabalho com doenças tropicais negligenciadas.

Gabriela Nestal de Moraes

A carioca investiga, no Instituto Nacional do Câncer (Inca), as bases celulares e moleculares para uma nova terapia para o câncer de mama a partir de informações de pacientes que não respondem ao tratamento quimioterápico.

Fernanda Maria Policarpo Tonelli

A bioquímica e pós-doutoranda na Universidade Federal de Minas Gerais quer revolucionar a biotecnologia brasileira. Seu plano é utilizar tilápias-do-Nilo como biofábricas para a produção de substâncias como o hormônio do crescimento humano – uma inovação que pode economizar milhões de reais por ano ao sistema público de saúde.

Marilia Danyelle Nunes Rodrigues

Nascida em uma cidade no interior do Rio Grande do Sul, a geneticista trabalha na Universidade Federal Rural da Amazônia, no campus de Parauapebas, em busca de um diagnóstico da diversidade genética do pirarucu na região sudeste do Pará. A bióloga pretende criar uma cartilha para promover a conservação da espécie ameaçada de extinção.

Pâmela Billig Mello-Carpes

A pesquisadora da Universidade Federal do Pampa, campus Uruguaiana, estuda como o cuidado parental influencia a formação do cérebro. Ela busca formas de tratar problemas cognitivos relacionados à falta desse cuidado.

A festa de premiação das vencedoras foi realizada no Rio de Janeiro,  no recém-inaugurado Centro de Pesquisa & Inovação da L’oréal no Brasil.

“Eu acredito que a comunidade em geral também é impactada por esse momento de reconhecimento, porque vemos a promoção de uma visibilidade que vai além da academia. A sociedade precisa ter acesso a ciência para valorizá-la e também viabilizar a continuação dessas pesquisas no Brasil”, acredita Pâmela Mello-Carpes.

As vencedoras na edição local do Para Mulheres na Ciência 2017 concorrem depois na premiação global International Rising Talents, que já teve sete brasileiras entre as ganhadoras: Mayana Zatz (Genética – USP), em 2001; Lucia Previato (Microbiologia – UFRJ), em 2004; Belita Koiller (Física – UFRJ), em 2005; Beatriz Barbuy (Astrofísica – USP), em 2009; Marcia Barbosa (Física – UFRGS), em 2013, Thaisa Storchi Bergmann (Astrofísica – UFRGS), em 2015 e no ano passado, a bióloga e pesquisadora goiana Fernanda Werneck, como mostramos aqui, nesta outra reportagem.

Fotos: divulgação “Para Mulheres na Ciência”

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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