Prefeitura de São Paulo proíbe uso de fogos de artifício barulhentos

Prefeitura de São Paulo proíbe uso de fogos de artifício barulhentos

Festa tem que ser para todos. Assim entendeu a prefeitura de São Paulo, ao sancionar o projeto de lei que proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de artifício que produzem ruído, como rojões, morteiros e bombas. O objetivo é que nas grandes comemorações da capital, quando são utilizados fogos, o barulho não incomode idosos, crianças e animais.

“Essa ação significa um avanço. Queremos informar às pessoas sobre os malefícios que o ruído desses fogos provocam, por exemplo, em crianças autistas, nos idosos adoentados e também nos animais, que têm sistema auditivo muito sensível”, afirma o vereador Reginaldo Trípoli, um dos autores do projeto de lei.

Quem desobedecer a nova legislação, poderá pagar multa de até 2 mil reais. Em caso de reincidência em menos de 30 dias, o valor será dobrado. O texto original incluía também a fabricação e a venda de fogos de artifício com ruídos, entretanto, esta parte foi retirada, o que não faz o mínimo sentido. Proíbe-se o uso, mas não a comercialização?

Outras cidades do estado de São Paulo já aprovaram determinações semelhantes, entre elas, Santos, Campinas e Ubatuba.

Famílias de crianças autistas relatam a ocorrência de convulsões, alto grau de estresse e até situações em que as crianças batem com as cabeças na parede, em dias de explosões de rojões.

No caso de animais, especificamente, o barulho dos fogos provoca desnorteamento, surdez e em algumas situações, ataque cardíaco, sobretudo em aves. Além disso, com medo do ruído, cães e gatos correm sem rumo nas ruas e acabam sendo atropelados.

Apesar de serem bonitos, fogos de artifício precisam ser utilizados com muito cuidado. De acordo com a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), os acidentes com eles triplicam no mês de junho, devido às festas juninas em todo o país. As ocorrências mais frequentes são queimaduras nos olhos (inclusive com perda de visão) e nas mãos, que pode acarretar na amputação de dedos.

Foto: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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