Pra reduzir geração de lixo, comida de avião pode vir em bandeja e embalagens biodegradáveis e… comestíveis!

Algumas indústrias são campeãs na produção de lixo. Você já parou para pensar, por exemplo, qual a quantidade de resíduos que são descartados, diariamente, pelas companhias aéreas? Tem a bandeja plástica, a embalagem que envolve o travesseiro e o fone de ouvido, os pratos e talheres descartáveis e por aí vai…

Estima-se que, por ano, sejam geradas 5,7 milhões de toneladas de resíduos em voos comerciais. Só no aeroporto de Heathrow, em Londres, um dos maiores do mundo, 90% do lixo não pode ser reciclado por questões de biossegurança, por isso, acaba queimado ou enviado a aterros sanitários.

Entretanto, tudo pode mudar. Pelo menos, no que se refere à parte da refeição de bordo. O estúdio de design inglês PriestmanGoode desenvolveu um protótipo que tem como objetivo eliminar esse desperdício absurdo.

A bandeja e todos os elementos que a compõem são ou biodegradáveis ou comestíveis.

Pra reduzir geração de lixo, comida de avião pode vir em bandeja e embalagens biodegradáveis e... comestíveis!

Pra começar, a bandeja, por exemplo, é feita de borra de café, enquanto o copo tem como base casca de arroz, e os talheres, madeira de coco. Além disso, algumas tampas e as embalagens de leite ou molho foram produzidas com algas ou folhas de banana e por isso, podem ser comidas!

Pra reduzir geração de lixo, comida de avião pode vir em bandeja e embalagens biodegradáveis e... comestíveis!

Os protótipos fazem parte de uma exposição que acontece no Design Museum, na capital inglesa: Get Onboard – Reduce. Reuse. Rethink, na tradução para o português, Embarque – Reduza. Reúse. Repense.

Há ainda uma garrafinha de água, fabricada com bioplástico e rolha

A mostra revela como o design pode ser reimaginado, usando materiais inovadores para combater o desperdício na indústria aérea e incentivando passageiros a repensarem seus hábitos.

“Embora atualmente não exista uma solução perfeita, esta proposta de design visa incentivar os fornecedores e as companhias aéreas a repensar o serviço de refeições de maneira mais ecológica, principalmente antes da legislação de proibir o plástico de uso único, que em alguns países é proposto como no início de 2021 ”, diz Jo Rowan, diretor de estratégia associada da PriestmanGoode, em um comunicado à imprensa.

A lei a que Rowan se refere é a que determina que plásticos descartáveis estarão banidos na União Europeia em dois anos, já que o Parlamento Europeu aprovou a proibição da comercialização e distribuição de canudos, copos, pratos e talheres descartáveis e cotonetes.

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Fotos: divulgação PriestmanGoode

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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