Poraquê, o peixe-elétrico que mata com choques de 500 volts

“Aquele que põe para dormir”. Esse é o significado do nome do peixe amazônico poraquê (Electrophorus electricus). Mas não se engane! Isso não tem nada a ver com canções de ninar. O poraquê é temido pelos ribeirinhos e é capaz de derrubar um cavalo. Mas como isso acontece? Se prepare, porque a resposta é “eletrizante”!

O poraquê possui células modificadas capazes de gerar eletricidade, os eletrócitos. Quando ameaçado, produz uma descarga elétrica que pode chegar a 500 volts, o suficiente para matar um homem adulto. O choque é terrível: os músculos se contraem de forma tão intensa que é impossível controlar os movimentos. Os órgãos internos são danificados, o coração entra em colapso e, finalmente, para de bater. Essa habilidade lhe rendeu outro nome: peixe-elétrico.

No vídeo abaixo, que mostra o Peixe-elétrico mata jacaré, é possível ter ideia desse poder de “fritar o cérebro”. Mas, se você for muito sensível, não assista porque o vídeo é chocante.

Mas não pense que a energia acaba por aqui, a vida do peixe-elétrico é repleta de “raios e trovões”. Ele emite pulsos de baixa voltagem enquanto se aproxima lentamente. Quando a presa se encontra em seu raio de alcance, o peixe-elétrico confere a descarga elétrica fatal e pega seu almoço requentado pelas microondas.

O poraquê não é o único peixe capaz de utilizar a eletricidade para perceber o ambiente, mas é o peixe elétrico com a maior descarga conhecida até hoje.

Apaixonado por animais desde criança, logo decidiu estudar Biologia, formando-se pela USP em 2005. É técnico em turismo e trabalhou como guia a partir de 2008, tendo conduzido, por três anos, passeios de ecoturismo no Pantanal e na Amazônia. De 2011 até 2016, foi repórter e editor do site da revista National Geographic Brasil, onde nasceu o blog Curiosidade Animal (desde dezembro de 2016, aqui, no Conexão Planeta).

Fábio Paschoal

Apaixonado por animais desde criança, logo decidiu estudar Biologia, formando-se pela USP em 2005. É técnico em turismo e trabalhou como guia a partir de 2008, tendo conduzido, por três anos, passeios de ecoturismo no Pantanal e na Amazônia. De 2011 até 2016, foi repórter e editor do site da revista National Geographic Brasil, onde nasceu o blog Curiosidade Animal (desde dezembro de 2016, aqui, no Conexão Planeta).

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