Pitangas para que te quero!

pitangas

A pitangueira está relacionada com o brasileiro tanto quanto o seu quintal da infância. Seu nome científico é Eugenia uniflora L. Árvore frutífera adaptável, vai muito bem em qualquer espaço, frutificando em vasos, colocados ao sol ou em pequenos quintais, pátios escolares e calçadas, embaixo de palmeiras ou árvores frondosas.

O pé da pitanga nasce espontaneamente na Mata Atlântica. Os pássaros, que tanto apreciam a pequena frutinha de cor laranja, avermelhada, são os responsáveis por dispersar suas sementes. A pitangueira cria uma rede de descendentes que se extende por quilômetros, com uma capacidade germinativa incrível.

Da família das Myrtaceas, a pitangueira descende da mesma família que as jabuticabeiras, e por isto, seu  tronco é belo e de crescimento lento e denso. Deve receber uma poda de formação (divisão da copa em três ramos principais) até atingir os  cinco anos e depois deve ser preservada, pois pode sofrer ataques de fungos e insetos quando mal cuidada.

Esta fruta deliciosa fornece uma semente muito fértil, que não chegou aos grandes mercados somente por causa de seu caráter delicado e muito perecível, brindando seus frutos somente aos seres de sua terra. Plantadas junto aos rios e lagos, fornece frutos aos peixes, pássaros, mamíferos, répteis e insetos.

Em casa, pode ser  plantada em vasos, mas atenção, ela chega a atingir de 2 a 4m. O ideal então é tê-la em jardins suspensos em condomínios ou sacadas grandes. Com suas lindas folhas e frutos, compõe um jardim bastante decorativo.

Já se você vai plantar a pitanga no quintal, seja da sua casa ou na horta do sítio, na terra, quanto mais espaço tiver melhor. Direto no solo, o pé poderá alcançar de 6 a 12m em condições ideais de cultivo, ou seja, pleno sol, chuvas tropicais e temperaturas entre 18 e 32 graus. Possui copa piramidal e seu tronco claro com manchas pardas é muito bonito. Pode ser usado para fornecer textura luminosa num agrupamento de folhagens escuras, como palmeiras e filodendros ou paredes verdes.

O pé de pitanga produz frutos o ano todo nas regiões tropicais e subtropicais. Ele floresce de agosto à abril e seus frutos amadurecem rapidamente e muitas vezes, ocorrem concomitantemente à época de florada.

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A época da floração da pitangueira é de agosto à abril

Todavia, a planta não tolera temperaturas muito baixas. Pode até morrer durante geadas. Por isso mesmo, é uma árvore que se adapta muito bem em regime de sub-bosque, protegida por árvores maiores (sendo perfeita para reflorestamento agroecológico). Recomenda-se ainda o uso como cerca viva. O pé de pitanga resiste bem à podas de formação, apesar de que tais podas diminuem a frutificação durante um ano (ela só frutifica em ramos com mais de um ano).

Mas se você tiver um pé de pitanga nascendo em seu jardim, certifique-se de dar a ele o espaço adequado ou a poda correta  (com serrotes afiados e dentes travados, disponíveis em loja de ferragens, especiais para realizar podas em ramos lenhosos) para que no futuro sua pequena árvore frutifique sem dar muito trabalho (entupindo calhas e rufos) e seja bem-vinda em sua  divina abundância.

No clima subtropical, a pitanga adapta-se perdendo as folhas durante os invernos muito frios e rebrota com folhas vermelhas resistentes as baixas temperaturas.

Outra curiosidade da pitangueira é ser uma árvore medicinal: o chá das folhas serve para aliviar a febre, dor de cabeça, diarréia e afecções na garganta. Também é usada nas limpezas espirituais e seu extrato tem sido utilizado mais recentemente em  cosméticos, conquistando inúmeros consumidores pelo seu aroma fresco e frutado.

Fotos: Migas./Creative Commons/Flickr, Santa Rosa OLD SKOOL/Creative Commons/Flickr

Geógrafa, paisagista, educadora ambiental e ilustradora científica. Começou a carreira em São Paulo como consultora paisagística. Durante 10 anos viveu no exterior (Austrália, Israel e USA) e neste último país, firmou suas habilidades para trabalhar com crianças. Atualmente dá aulas de horticultura para alunos do Ensino Fundamental, em Brasília. Também desenvolve projetos junto à Cia da Horta para centros de ensino, clubes e empresas.

Liliana Allodi

Geógrafa, paisagista, educadora ambiental e ilustradora científica. Começou a carreira em São Paulo como consultora paisagística. Durante 10 anos viveu no exterior (Austrália, Israel e USA) e neste último país, firmou suas habilidades para trabalhar com crianças. Atualmente dá aulas de horticultura para alunos do Ensino Fundamental, em Brasília. Também desenvolve projetos junto à Cia da Horta para centros de ensino, clubes e empresas.

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