Parlamento britânico é o primeiro do mundo a declarar “emergência ambiental e climática”

Parlamento britânico é o primeiro do mundo a declarar “emergência ambiental e climática”

Em uma decisão histórica e exemplar para outras nações, o Parlamento do Reino Unido aprovou uma moção ontem (01/05), que declara uma emergência a crise ambiental e das mudanças climáticas pela qual a humanidade passa.

A medida foi uma iniciativa do partido trabalhista e seu líder, Jeremy Corbyn, disse em discurso, que não há mais tempo a perder. “Vivemos em uma crise climática que ficará fora de controle, caso não agirmos de maneira urgente. Não estamos mais falando sobre um futuro distante. Estamos falando de nada menos do que a destruição irreversível do meio ambiente durante nossa atual existência”.

A moção acontece logo após Londres enfrentar os protestos pacíficos realizados pelo movimento Extinction Rebellion, que tomaram conta das principais ruas e centros turísticos da capital inglesa.

Durante as últimas semanas, manifestantes interromperam o tráfego e interditaram várias regiões da cidade pedindo mais ações do governo britânico para enfrentar o aquecimento global.

Manifestantes durante os protestos do Extinction Rebellion em Londres

Na semana passada, a jovem ativista sueca, Greta Thunberg (indicada ao Prêmio Nobel da Paz), que inspirou milhares de estudantes do mundo inteiro a ir para as ruas pelo clima, no movimento #FridaysForFuture, teve um encontro com Jeremy Corbyn e outros parlamentares.

Segundo o líder do partido trabalhista, a iniciativa britânica deve inspirar outros países a fazer o mesmo.

“Nós nos comprometemos a trabalhar o mais próximo possível com os países que são sérios sobre acabar com a catástrofe climática e deixar claro para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ele não pode ignorar os acordos internacionais e a ação sobre a crise climática”, afirmou Corbyn.

O ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, Michael Gove, também ressaltou que cinco dos anos mais quentes registrados na história da Terra ocorreram desde 2010.

“Embora as estatísticas às vezes possam ser abstratas e o impacto possa parecer distante, todos nós podemos saber que, como cidadãos e pais, a próxima geração enfrentará as consequências se não agirmos agora para lidar com as mudanças climáticas”, alertou.

O que a população espera é que não seja apenas mais um discurso de governantes e que medidas austeras sejam implementadas para reduzir a emissão dos gases de efeito estufa na atmosfera terrestre e desta forma, frear os avanços catastróficos do aquecimento global.

*Com informações dos jornais Independent e The Guardian

Fotos: domínio público/pixabay (abertura) e demais reprodução Facebook Extinction Rebellion

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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