Para de gritar isso, seu irresponsável!


Para de gritar isso, seu irresponsável!

Tsc Tsc Tsc. Difícil. Difícil mesmo esse negócio de referência. Fica nessa insistência em repetir a mesma coisa (muitas vezes, uma bela droga) porque foi bombardeado só com aquilo. Ô tristeza. Triste, tristeza doída mesmo, ir numa festa e ficar ouvindo o vocalista da banda repetindo nomes de ídolos americanos à exaustão. Não que os nomes não fossem bons, ótimos, bem legais, super. Isso é o pior. Como é que se critica o cara gostar de um bam bam bam da música que, inclusive, eu também gosto? O problema reside na postura, na responsabilidade social (vou bater muito nessa tecla para o resto da minha vida). Quem tem microfone na mão e palco no pé precisa, sim, pensar nisso. Precisa se preocupar com um mundo melhor, mais diverso, mais igualitário em termos de oportunidades, inclusive, musicais e artísticas. E aí é que entra o meu próximo sonho, delírio, devaneio. Você escolhe como chamar de acordo com seu humor poético.

Quero ir numa festa, pode ser pequena, em que os caras gritem os nomes dos seus ídolos e… Tcham, tcham, tcham… Eles não sejam americanos… Já diz o velho chavão: de pequeno em pequeno gesto se muda o mundo. Por isso, para ajudar e para não dizerem que eu só critico e não apresento saídas, preparei uma lista enorme, bem enorme, de bandas e músicos de outros lugares. Essas bandas que pouca gente conhece e são demais. Essas que você ouve e pensa: puxa vida… Mais gente tem que ouvir…

Não dá para ficar só na posição cômoda de engolir o que chega pelas rádios ou está na lista dos primeiros do YouTube. O desafio é desmontar essa idolatria comum e óbvia. Não quero aqui acabar com o seu chão e propor que você ignore os nomes que fizeram você ser quem é. Não quero que você saia perdido por aí, sem rumo, delirando coisas sem sentido porque ficou sem pai, nem mãe. Ou melhor… Quem saiba eu queira. Não que você enlouqueça no vazio que proponho… Mas, que ele sirva para dar espaço para o novo, diferente, não midiático. Que sirva para a reflexão.

Não vai entrar nunca na minha cabeça que se repitam tantos nomes e eles sejam só de um lugar. O mundo é grande demais. O Brasil é grande demais. Curitiba é enorme. Por favor. Quem mais há de acordar? Alguém mais pretende se revoltar em ser vaquinha de presépio da mídia?

Ah, cara… Vai ouvir alguma coisa, sei lá, de um país onde a vaca seja sagrada. Lá, onde se come menos carne, outro tema que, aliás,  é sempre bom discutir (como faço, de vez em quando aqui).

Sei que não há como deixar de dançar com Stones ou Queen. Ou chorar com Red Hot. Ou dançar com Red Hot e chorar com Queen. Eu sei… Como não viciar o voltar numa faixa da Etta James ou da Nina Simone e chorar mais um pouco com It’s a Man’s Man’s World ou Ain’t Got No, I Got Life (essa é para acabar)  ao se jogar no sofá? Eu entendo. Eu entendo. Mas, tenho a firme convicção (querem provas?) de que as imposições da mídia (da internet também, não se engane) nos restringem demais. E não é porque a emissora tal fez uma reportagem enorme, uma vez na vida, com bandas do Taiti e do Nepal que, então, vai ficar tudo bem, magicamente. As bandas que caem na mídia são apenas a bola da vez. Vai se contentar com elas? Não se contente com o que estou postando aqui. Vá atrás da sua liberdade de escolha, de opção. Não fique na parte tacanha da internet. E se a sua opção são mesmos as bandas americanas e você nem Born in the USA é… Meus pêsames para sua família e amigos. Crema ou enterra? Com caixão ou sem, mas com cal para facilitar a decomposição e economizar na madeira? Não se ofenda com o comentário, mas me lembrei dos cachorros mortos – dignamente seria a palavra? – no filme finlandês Eutanásia

Aliás, bom demais e doído (tô com esse doído hoje) demais o filme dirigido por Teemu Nikki e que foi exibido na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo ano passado. Só vi agora. Assisti por outros meios (um dia explico direitinho) que não no cinema porque esse provavelmente é mais um filme que dificilmente chega na Curitiba com doutorado em economizar na arte.  Desisti de acompanhar se chega, não chega, porque são tão poucos os que ultrapassam a barreira do mercado e me interessam… E não acho que as coisas mudem com o novo cine Passeio na Riachuelo – ligado à iniciativa pública – aquele que um dia inaugura, ah inaugura… Até a próxima eleição para prefeito, com certeza. Ou mesmo nessa para governador, andam dizendo.

Vamos ver se os filmes de arte mais atuais vão ficar disponíveis por um preço mais razoável ou os únicos dois cinemas privados da cidade que cobram muito vão continuar escolhendo os que eles acham que pode dar mais bilheteria. Caro, claro é relativo, mas eu, com esse perfil – mais para classe média pobre remediada falida – de um bom número de jornalistas, artistas, tradutores, professores, acho caro. O pessoal chato e chique do bairro curitibano do Batel, que frequenta os dois shoppings onde estão esses cinemas, provavelmente tem opinião diferente). Embora, saibamos, há quem tenha visto curitibano do Batel, mantendo as aparências à custa da venda de seu apartamento no remediado Novo Mundo. E não é por desapego…  Aí, aluga outro no Batel, paga a prestação do carro importado do ano e fica livre para usufruir da prisão que é viver para dar esse tipo de satisfação para sociedade.

Já entendeu, né? Tá bom. Vou parar com o discurso social e voltar ao filme. E lá embaixo, tem as indicações musicais. Esse post é mesmo para quem é maluco por arte – ainda há tempo de você se tornar um – e não vai reclamar do tamanho…

Bom  prestar atenção e analisar o conflito que move o personagem do filme  interpretado pelo ótimo ator Matti Onnismaa. Ele não pode ver um animal sofrer. E mata. E não pode ver quem maltrata bicho também. E mata. E se mata.

Fade no fósforo aceso que ele vai jogar no próprio corpo encharcado de gasolina. Fade na luz do meu pensamento crítico. Muito para mim. Aquelas coisas injustificáveis que se justificam pelo simples e derradeiro motivo existencial. Sabor amargo que se engole. Aquela dor sem saída que vai se dissolvendo ou cristalizando no cerne já quase cibernético do ser. No ser sem ar. Ao luar. Devagar. Devagar. Muda o ritmo. Muda o tom. Muda o seu fatídico som. Não é bom? Medo do… medievo, do relevo, do devo, do frevo? Que nada. Chega de se fechar em gueto. Não ao circo midíatico que vem dos grandes áticos, como um larvático cisticerco.   Não ao cerco. Para chegar mais versátil e feliz (ou como queira) ao esterco que cheira a crescimento e transformação. Ou ao paraíso que insistimos em achar que vamos comprar aqui na terra.

Gostei da resposta da filhinha de um conhecido sobre ir para o céu. Ela tem quatro anos:

– Quer ir para o céu filha?

– Não. Vou ficar aqui brincando mesmo…

Para ela o momento é bom. Ela está ali. Ali, naquela hora, não há culpa, medo, repressão. Nossa… Que bom ser criança…

Eu, de minha parte, vou procurando o paraíso em cápsulas de acordes, cores, interpretações.

Reuni alguns artistas e amigos e pedi para que eles me dissessem o que gostam de ouvir fora da mídia. Estou começando a ouvir e curtir… Vou colocar as indicações pela ordem em que foram chegando. As infos copiei e colei do sobre do Facebook ou resumi dos sites. Se quiser mais, se vira… E depois me fala o que mais você achou de interessante…

A cineasta Silvi Simon, de Strasbourg, na França, (já falei dela aqui no blog) me disse que adora Vega.

Silvi – que vai estar com uma exposição em Paris em setembro e está louca de feliz com a recém-edição de um livro que traz todo o seu trabalho – me mandou também o link da banda da Vega.

 

Angela Oskar, artista plástica, artesã, produtora e bonequeira do grupo Metamorfaces – Teatro de Mímica e Bonecos, muito envolvida com cultura popular mandou essas sugestões:

Grupo Gabiroba – Reunidos pelo capixaba Jonathan Silva, o Gabiroba é o encontro de pessoas queridas numa roda de Congo do Espírito Santo.

Alício Amaral – O músico, ator, dançarino e compositor, rabequeiro da melhor qualidade, está lançando seu cd “Rabeca Primeira Sonora” hoje, no SESC Pinheiros. “Rabeca Primeira Sonora, sEm cena, sete rabecas de diferentes estados brasileiros, cada uma com sua digital sonora, música, história e particularidade. Por meio de composições próprias e de uma apresentação performática, Alício Amaral propõe um diálogo entre a música popular tradicional e música de concerto. O Show tem a participação de Luiz Fiaminghi.

Trio Macaíba – Por mais de uma década de estrada, dedica-se a produzir uma linguagem musical que mistura ritmos tradicionais brasileiros ao jazz contemporâneo.

Mawaca – Grupo musical de São Paulo que recria canções de várias partes do mundo.

Ordinarius – Fundado em 2008, o grupo vocal lançou seu primeiro CD em 2012 e prepara o segundo, inspirado no universo do choro carioca. Com arranjos inéditos e exclusivos e uma execução sofisticada, o Ordinarius apresenta um repertório versátil, que pode ser ouvido em performances ao vivo, em CD e também em clipes que vêm sendo lançados com sucesso.

Xaxado Novo – Eita forró estaladoo!! Com rabeca, violão, zabumba e percussões o Xaxado Novo faz um passeio musical entre ciganos e cangaceiros!!

Babado de Chita – O grupo de dança, música e pesquisa cênica popular nasceu em meados de 2002, a partir da interação estabelecida entre alguns freqüentadores de uma Oficina de Danças Brasileiras, numa das casas de cultura de São Paulo-SP.

O jornalista Abonico Smith, aqui de Curitiba, louco por música, citou assim de supetão, rapidamente, essas bandas:

Charme Chulo – Iniciou as atividades em 2003 e logo se consagrou como uma das mais respeitadas e queridas bandas da cena roqueira curitibana e uma das mais representativas do cenário independente nacional, tendo participado de diversos festivais no país e feito shows em dezenas de cidades. Essa resposta positiva se deu graças à originalidade das músicas do grupo, que casam – de maneira bastante pessoal e nada dogmática – o pós-punk com a viola caipira.

Tuyo – É um trio de folk futurista que cria uma fusão entre o orgânico e o sintético num labirinto de voz, violão e beat. Com um som flutuante, letras existenciais e elementos lo-fi, a trinca de compositores paranaenses mescla o violão denso de Machado com o trabalho vocal audacioso das irmãs Lio e Lay Soares.

Escambau – Performático, o grupo vem se destacando no cenário alternativo pela capacidade de experimentação. Apesar de ter forte influência do rock, não aposta em um estilo único.

Minha nossa!!! Acabou de chegar a lista do André Magalhães, músico, produtor musical e diretor técnico na empresa Estúdio Zabumba. Estou, estamos perdidos. É muita coisa. Vamos por partes. Tá preparado? Esse post vai até amanhã. Aconselho você se programar para ouvir um pouquinho todo dia. Em doses homeopáticas, a mudança é mais garantida…

Ou faz logo uma imersão musical e vira um maníaco descobridor de bandas fora do circuito da mídia tradicional, que é o que eu estou tentada a fazer nos próximos dias para conseguir ouvir tudo isso. Só para constar: essa lista é uma preciosidade. Vou ouvindo para ir postando e tenho que me controlar para não parar e ouvir tudo de um só. Louca aqui. Alguém vai ter que me resgatar.

Foli Griô Orquestra – O ritmo, presente em toda ação do dia-a-dia, compreendido como grande sábio, contador de histórias ancestrais.

Bongar – Composto por seis jovens integrantes do terreiro Xambá, do Quilombo do Portão do Gelo, em Olinda, PE Tem como propósito levar aos palcos a tradicional Festa do Coco da Xambá, realizada na comunidade há mais de 40 anos.

Dona Zefinha – O grupo leva na bagagem mais de 20 anos de estrada, ao longo da carreira montaram vários espetáculos cenomusicais. A trupe já circulou em países como Alemanha, Coréia do Sul, Estados Unidos, Hungria, Guiana Francesa, Cabo Verde, Argentina, Colômbia e Portugal.

Cacai Nunes – Violeiro, pesquisador, produtor musical

Bixiga 70 – Banda que mistura elementos da música africana, afrobeat, brasileira, latina e do jazz.

Juliano Holanda – São mais de 100 composições gravadas, participações em mais de 50 discos e milhares de palcos pisados. Por trás de arranjos, canções, artistas e projetos representativos de um Pernambuco musical contemporâneo, Juliano Holanda é quase onipresente. Solicitado letrista, compositor, arranjador, produtor musical e instrumentista, prefere não se fazer ver. Mas sabe bem como se fazer ouvir.

Tiganá Santana – Cantor e compositor de 28 anos, com 12 anos de carreira, cresceu na cidade afro-brasileira de Salvador na Bahia, numa casa onde ele podia admirar as variações do mar.

Trupe do Chá de Boldo – A Trupe Chá de Boldo é uma banda formada em 2006, em São Paulo, que acaba de lançar seu quarto disco, “verso” (2017). Com um trabalho coletivo e de permanente experimentação, o grupo sempre apresentou uma sonoridade híbrida, que foge à classificações fáceis, resultado de processos em que cada integrante contribui com múltiplas referências. Para a trupe a mistura não é a meta, mas ponto de partida para a invenção.

Carroça de Mamulengos – Formada e gerenciada pelos integrantes da família Gomide, o Carroça de Mamulengos é uma trupe se saltimbancos do Ceará que tem a cultura popular brasileira como fonte de inspiração para suas criações artísticas.

Tião Carvalho – Traça um caminho diferente na arte, trazendo na sensibilidade e sabedoria dos seus ancestrais a importância de suas raízes. Nascido em Cururupu, interior do Maranhão, cresceu imerso nas festividades populares, como Tambor de Crioula, Capoeira, Bumba Meu Boi, Samba de Roda, Roda de Samba, Choro, entre outras.

Caçapa – Durante 15 anos de atividade, elaborou arranjos para Alessandra Leão, Siba e a Fuloresta, Nação Zumbi, Biu Roque, Iara Rennó, Renata Rosa, Tiné, SaGrama, Maciel Salu e o Terno do Terreiro, Bongar, Chão e Chinelo, Alex Mono e Modal Transgress, Arabiando, Florencia Bernales, Mio Matsuda, Orquestra à Base de Cordas (Curitiba) e Sagaranna. Compôs, em 2012, a trilha sonora original do longa-metragem “Eles Voltam”, do diretor Marcelo Lordello.

Alessandra Leão – Cantora, percussionista, compositora pernambucana, reside atualmente na cidade de São Paulo (SP).

Lívia Nestrovski – Apontada como uma das maiores e mais versáteis vozes da música brasileira, conhecida do público europeu e norte-americano, desenvolve trabalhos tão intensos quanto diversos: o ousado e minimalista diálogo entre voz e a guitarra elétrica em seu DUO com Fred Ferreira.

Ana Paula da Silva – Compositora, intérprete e produtora de sua obra e de outros projetos culturais. Com 22 anos de carreira lançou e produziu seis álbuns, um livro de canções e realizou shows e turnês no Brasil e exterior.

Danilo Moraes – O paulista, filho de Wandi Doratiotto, do grupo Premê, é reconhecido com um dos grandes compositores da nova geração.

Lena Bahule – Iniciou sua formação em música aos cinco anos, em Moçambique onde nasceu. Desde 2012, radicada em São Paulo, fundamentou sua pesquisa sobre a música vocal e diferentes caminhos para o uso da voz e do corpo como instrumento musical e de expressão artística.

Estela Ceregatti – Cantora, compositora, instrumentista e professora de música cuiabana.Vencedora do Prêmio Profissionais da Música (Music Pro Awards – BSB) – 2018, Categoria Criação – Artista Raiz Regional.

Dani Negra e DJ Craca  – Peito Meu com participação de Luedji Luna é o primeiro single de O Desmanche, segundo algum da dupla, lançado em 2018.

Fernando Grecco – Usa a palavra como elemento inspirador de canções que passeiam por diversos ritmos e estilos, buscando dar uma perspectiva divertida e original a questões contemporâneas como a confusão na comunicação humana, as relações amorosas, o desejo e o tempo.

Déa Trancoso – Nascido em Minas Gerais. Cantor, compositora e produtora. Em 2012,  comemorou 25 anos de uma carreira dedicada a mostrar as profundezas do Brasil para o mundo e para os brasileiros.

DanChá – Banda de música brasileira contemporânea. É o encontro do cantor e compositor Danilo Guilherme com o trio instrumental Chacomdéga.

Patrícia Bastos  – Nascida no Amapá, Patrícia Bastos herdou da mãe a paixão pela música. A vocação musical foi descoberta quando ela ainda era criança, ao ganhar diversos festivais infantis. 

Antonio Loureiro – Faz parte da nova geração de músicos mineiros. Seu trabalho caminha livremente entre a musica brasileira, erudita, o jazz contemporâneo, a música popular de câmara, o rock, as tradições e muitas vezes a ruptura delas. Os concertos solo de peças do violão brasileiro, a música eletrônica e eletroacústica para cinema e projetos de improvisação livre também fazem parte do universo musical do artista.

Rodrigo Augusto de Campos – Nasceu em São Paulo. Cantor, compositor, violinista, cavaquinista e percussionista brasileiro.

Cia Cabelo de Maria – Grupo criado por Renata Mattar e Gustavo Finkler, com repertórios de música regional brasileira para adultos e crianças. Já lançaram Cantos de Trabalho, São João do Carneirinho, Como Tudo Começou e vem aí Pancada Motor.

Banda Mirim – Formada por artistas de várias áreas, dedica-se a criação de espetáculos cênico-musicais e oficinas para o público infanto-juvenil de 0 a 100 anos.

Katya Teixeira – Cantora, instrumentista  e compositora paulistana, que também é pesquisadora da cultura popular brasileira e que traz em seu trabalho musical o resultado de suas andanças pelo Brasil.

Beto Villares – São dele as músicas que dão vida a filmes como Cidade Baixa, Antônia, O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias e do recente Xingu, e das minisséries Cidade dos Homens e Filhos do Carnaval. Beto também é um dos mais  festejados produtores da música brasileira, tendo como crias alguns álbuns de Pato Fu, Céu, Zélia Duncan, Siba e Rodrigo Campos, dentre outros.

Pio Lobato – Guitarrista e produtor musical brasileiro. Natural de Belém, Pará, foi formado em Música pela Universidade Federal do Pará.

Babilak Bah – Criador compulsivo e dono do que se pode chamar de “teimosia artística”, Babilak se autodenomina mais um “propositor” e “um artista do ruído” do que um compositor e o que norteia o seu fazer artístico em 20 anos de carreira é a persistência de construir um trabalho autoral, singular, com identidade própria. 

Alzira Espíndola – O primeiro álbum lançado pela cantora, compositora e instrumentista, com participação de Almir Sater, André Geraissati, Papete e Capenga marca a transição entre o repertório de cunho mais regionalista, que caracterizou os primeiros anos da carreira de Alzira, e o trabalho que desenvolveria dali em diante, marcado pelas parcerias com Alice Ruiz, Itamar Assumpção, Arnaldo Antunes e o poeta Arruda.

Anelis Assumpção – Anelis Assumpçäo é uma cantora e compositora brasileira que mistura em seu trabalho vocais sensuais a arranjos irreverentes, pitadas de dub, afrobeat e grooves brasileiros.

André Abujamra – Difícil montar o quebra cabeça do perfil de André Abujamra, pois o estudante de ópera que cursou regência na FAAM de SP e saiu sem o canudo, consegue algo que poucos artistas conseguem. Mistura o erudito aos cantos dos terreiros de candomblé, joga no mesmo caldeirão guitarras distorcidas e cordas, viaja sonoramente pelo mundo utilizando influências, da China, Russia, Africa, Egito, Maranhão, Belém e se reinventa em cada trabalho realiza.

Maurício Pereira – Compositor, letrista, cantor e saxofonista brasileiro. Ao longo de sua carreira, o paulista gravou um total de oito discos, dois com Os Mulheres Negras e seis solo, consagrando-se como um dos ícones da música independente brasileira.

E os nomes não param de chegar. Onde é que eu estava com a cabeça de começar com isso? Se mais algum vocalista com mania de gringo estadunidense gritar mais alguma coisa, em alguma festa, eu não sei do que sou capaz… Agora é que algum sacana vai gritar, né?

Vamos continuar com a lista. Agora vem a Edith de Camargo  (o bigode ela usa na peça Molière que está rodando várias cidades). Ela é natural da Suíça. Cantora e compositora,  mora no Brasil desde 1995. Edith compõe trilhas sonoras para teatro, dança e cinema. Já foi contemplada com os vários prêmios paranaenses Gralha Azul e Saul Trumpet em diversas categorias.

Sua discografia conta com três CDs solo de canções: “Lîla” (2001), ‘’Couleurs du temps’’ (2003) e “Sing Song” (2013) e é co-diretora e vocalista do grupo Wandula. 
Estudando fisiologia da voz há 16 anos, Edith se formou Educadora do Movimento Somático pela escola BMC (Body Mind Centering®) que pesquisa o corpo e seus sistemas.

Jazz Cigano Quinteto – O grupo curitibano Jazz Cigano Quinteto é uma das principais referências do jazz manouche no Brasil, estilo criado pelo violonista cigano-belga Django Reinhardt e imortalizado no seu Quinteto do Hot Club de France, que ainda contava com o importante violinista francês Stephane Grapelli, na Paris dos anos 30. A mistura do ‘sotaque’ musical cigano de Django com os ritmos quentes do jazz swing gerou um resultado admirado até hoje ao redor do mundo todo.

Julião Boêmio – Cavaquinista, curitibano, músico, instrumentista, compositor. Hoje trabalha como professor de cavaquinho.

Caesar Monteiro é um primo indiano que eu conheci há poucos anos e que trabalha com design de animação. Também tira belas fotos e faz uns vídeos bacanas. Curioso? E eu então? Mas, constatei que, claro, também lá – não seria diferente mesmo – as bandas sobrevivem tocando os chavões americanos. Ele me disse que todas mixam com trabalho autoral…
The Three Horsemen – Não achei o trabalho autoral deles.

A26  – Banda de Goa que já tocou em grandes cidades da Índia, e em Londres, Dinamarca, África, Dubai, Polônia, Abu Dhabi e Muscat.

Lester Rodrigues, o vocalista líder, também foi o membro fundador e vocalista de uma dos melhores bandas de Goa, a Forefront.

Heritage Jazz – O Heritage Jazz quer proteger e alimentar dois antigos a herança viva de Goa e o Jazz. Um de seus objetivos é levar música para as massas, principalmente crianças. Realizou muitos workshops com escolas como Sharada Mandir e a Sunshine School.
Purple Rain – Gente… Achei duas Purple Rain em Goa. Já não sei de mais nada. Fiquei com essa aí do link.

Eu não ia fazer isso, mas assisti a muita coisa nas últimas semana… Então, vou falar do que gostei e já que estou no embalo mesmo, cito também alguns shows que vêm por aí e têm grande probabilidade de eu gostar… Meu método de escolha para não me sentir tão injusta. Porque, óbvio, gostaria de falar de muito mais gente… Alguns shows que cito aqui foram de graça. Você perdeu, né? Ficou ouvindo o quê?

Depois reclama de entrar pelo cano, desenvolvendo surdez seletiva crônica, aquela provocada pela bactéria comodismus paralisatia.

La Percutório Coletivo – Por meio do intercâmbio entre músicos, estuda e propõe uma abordagem da música por meio da percussão. Sob a direção musical de Vina Lacerda, o projeto apresenta um repertório de peças compostas e interpretadas com instrumentos de percussão”. Bom demais! E foi de graça, num sábado às 11 da manhã.

Claudio Menandro – Também assisti de graça na Casa Heitor Stockler, o instrumentista e professor que há anos inspira gerações de músicos em Curitiba e no mundo. Acompanhado por Lucas Melo e Clayton Oliveira, ele tocou várias composições suas., inclusive o Baião para o Guinga que ele encontrou algumas vezes na Oficina de Música da cidade (aquela que o prefeito Rafael Greca cancelou quando assumiu e depois voltou atrás, só que num formato reduzido). Se o Guinga ouviu? Sei lá… Perguntei para o Menandro e ele disse humildemente: Ah! Ele é muito ocupado… Ô Guinga: faz favor, né… Vê se ouve.

Daniel Migliavacca – Iniciou seus estudos musicais tocando cavaquinho aos 12 anos, interessando-se inicialmente pelo samba, e em 2003 passou a se dedicar ao bandolim e a música instrumental, especialmente o Choro.

Viola Quebrada -O Viola Quebrada, que em 2017 recebeu a indicação ao Prêmio da Música Brasileira como melhor grupo regional. O grupo, que tem o nome tirado de uma canção de Mário de Andrade, nasceu da vontade de músicos reunidos em Curitiba de tocar a música do interior do Brasil, a música caipira. Expõem a alma do homem sertanejo com um toque urbano, não por meio de guitarras ou instrumentos plugados, mas pelo trabalho de harmonização conseguido pela soma de diferentes tendências e experiências.  Não tem show deles por agora, mas o Oswaldo Rios, que integra o grupo e faz parte também do projeto Dandô, me avisa que ele toca com a cantora chilena Cecília Concha-Laborde.

Rosa Armorial – Grupo paranaense que toca músicas do Movimento Armorial e composições inspiradas na estética armorial, que valoriza as manifestações culturais populares brasileiras. Dia 29 de agosto, às 20h, no Teatro Paiol, em Curitiba tem lançamento do CD Rosa Armorial “Fragmentos de Guerra”. No site tem as datas de shows em outras cidades.

Itaércio Rocha – O interesse pelas culturas populares vem de berço: desde pequeno, recebeu influências culturais da família, como seu pai, músico prático, que tocava nas procissões, nos bumba-bois e nos bailes do interior; e sua mãe que fazia e regia a festa de coroação da Nossa Senhora e pastoris, além de participar de outras festividades populares e religiosas. Caboclo é o segundo álbum solo do multiartista. As canções narram suas vivências rítmicas nos vários campos das artes. O próximo show é no Rio de Janeiro dia 31 de agosto, às 20h, no Solar Botafogo. Tem um programado para o litoral também, mas nem ele sabia direito a data ainda… rs.

É formado em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas, pelas Faculdades de Artes do Paraná (FAP) e é especialista em Estudos Contemporâneos em Dança, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), por meio da Faculdade Angel Vianna (FAV).

Deu? Sem mais, então… Mentira… Tem mais coisa chegando… Hahaha… Mas, não… Vou parar, já que a lista , desconfio, vai até um belo e ensolarado infinito.  Como ninguém conseguiu chegar lá vivo, não sou eu que vou tentar, né? A tentação é grande. Quem sabe fique atualizando esse post para sempre. Não… Para sempre é muito tempo. Por um tempinho. Eu aviso o que vou fazer.

Eternamente grata a quem colaborou com esse post. Tomara que o trabalhão que deu valha a pena. Estou pensando aqui nos nomes que vou gritar na próxima festa…

E você, vai gritar quais?

Foto: domínio público/pixabay (abertura) e demais arquivos pessoais

Com arte, tá tudo bem. Se as exposições, peças de teatro, shows, filmes, livros servirem de gancho  para falar de questões sociais e ambientais, tanto melhor. Jornalista, tradutora, cronista, fez reportagens para grandes jornais, revistas, TVs. Além de repórter, foi produtora, editora e editora-chefe. Não, não renega sua especialização em Marketing. Resolveu tirar da experiência subsídios para criticar o consumismo desenfreado. Seu mais recente projeto é o seu site pessoal

Karen Monteiro

Com arte, tá tudo bem. Se as exposições, peças de teatro, shows, filmes, livros servirem de gancho  para falar de questões sociais e ambientais, tanto melhor. Jornalista, tradutora, cronista, fez reportagens para grandes jornais, revistas, TVs. Além de repórter, foi produtora, editora e editora-chefe. Não, não renega sua especialização em Marketing. Resolveu tirar da experiência subsídios para criticar o consumismo desenfreado. Seu mais recente projeto é o seu site pessoal

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