Panda gigante sai da lista de animais ameaçados de extinção

panda gigante

Grande, peludo e fofo. O tão querido e fotografado panda gigante, que tornou-se um símbolo global pela preservação de espécies, acaba de nos trazer boas notícias. Graças ao trabalho de organizações de proteção aos animais e aos esforços do governo chinês, o panda gigante não é mais considerado um animal em risco de extinção.

O anúncio foi feito ontem (04/09), durante o IUCN World Conservation Congress, realizado no Havaí. No encontro da entidade internacional foi divulgada a atualização da lista com os animais ameaçados de desaparecer do planeta. É a chamada Red List, lista vermelha da conservação.

A partir de agora, o panda gigante (Ailuropoda melanoleuca) é considerado “vulnerável”, ou seja, ainda exige atenção, mas o número de indivíduos da população da espécie já apresentou um aumento expressivo. De acordo com a IUCN, o último levantamento revelou que existem 1.864 pandas gigantes adultos e algo em torno de 2.000 filhotes.

“Nos últimos 50 anos, o panda gigante foi o ícone de conservação mais amado do mundo”, disse Marco Lambertini, diretor do WWF International. “Saber que ele está um pouco mais distante da extinção é um momento de muita alegria para todos aqueles comprometidos com a preservação da vida selvagem”.

Infelizmente, a batalha ainda não acabou. Segundo a organização, cientistas afirmam que, nos próximos 80 anos, as mudanças climáticas podem destruir 35% das florestas de bambu, habitat natural do panda, ou seja, será necessário um esforço ainda maior para que a espécie possa sobreviver.

Outros animais que deixaram a condição de ameaçados e mostraram crescimento de população são o antílope tibetano (Pantholops hodgsonii), o Greater Stick-nest Rat (Leporillus conditor) e o canguru Bridled Nailtail Wallaby  (Onychogalea fraenata), ambos endêmicos (que só existem naquele lugar) da Austrália.

Todavia, há más notícias. A caça ilegal na República Democrática do Congo, nas duas últimas décadas, foi responsável pela morte de 70% da população dos gorilas de Grauer, o maior primata do mundo. Estima-se que só existam 5 mil deles vivendo livremente na floresta (leia mais neste outro post) .

Quatro dos seis grandes primatas – gorila de Grauer, Western gorila, orangotango de Borneo e o da Sumatra – são listados como criticamente ameaçados, enquanto o chimpanzé e o macaco bonobo são considerados ameaçados.

“Ver o gorila de Grauer – um de nossos parentes mais próximos – ir em direção à extinção é realmente perturbador”, lamenta Inger Andersen, diretor geral da IUCN. “Vivemos num momento de mudanças enormes e a cada atualização da lista vermelha nos damos conta de que a crise da extinção global está acelerando. O trabalho de conservação funciona e temos evidência disso. É nossa responsabilidade aumentar nossos esforços para mudar o atual rumo e proteger o futuro do planeta”.

Este ano, a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da Conservação Internacional fez um levantamento com quase 83 mil espécies. Deste total, perto de 24 mil correm risco de extinção. Outras 855 já foram extintas e 68 não são mais encontradas na vida selvagem, somente em cativeiro.

Foto: Mr.TinDC/Creative Commons/Flickr

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Deixe uma resposta