Os cadernos de Kindzu e as notas de Brasil

imagem da peça Os Cadernos de Kindzu

O texto da peça Os Cadernos de Kindzu é inspirado no livro Terra Sonâmbula, do premiado escritor moçambicano Mia Couto, que já teve suas obras publicadas em mais de 20 países e traduzidas para diversas línguas.

A história do jovem Kindzu, que sai de casa, se passa na época da guerra civil do país africano. Ele busca um mundo com mais possibilidades e, na viagem que faz, vivencia novas experiências, incluindo, o primeiro amor.

Sim, é uma história de amor, mas também de muitas tragédias como o vício, o crime, a prostituição e a violência contra a mulher.

Nesse recorte, Os Cadernos de Kindzu dizem muito do Brasil de hoje, com suas mazelas sociais. Mas ao mesmo tempo, a peça fala de luta e otimismo, dois ingredientes que os brasileiros também precisam para enfrentar o período de crise.

A montagem que está viajando o Brasil é do grupo carioca Amok Teatro, que traz vários negros no seu elenco e já apresentou outros textos de Mia Couto. O espetáculo recebeu 13 indicações a prêmios teatrais, durante sua temporada no Rio de Janeiro.

Na conversa abaixo, dois dos atores falam da experiência de viver no palco Os Cadernos de Kindzu, e comentam também, algumas reações do público que se identifica com a história que é contada. Eles contam ainda sobre o trabalho de preparação do grupo, que propõe aos integrantes o uso da pedagogia para mudar o corpo do ator.

Os Cadernos de Kindzu estreou uma curta temporada, na Caixa Cultural São Paulo, que vai até 18 de fevereiro.
Endereço: Praça da Sé, 111 – Centro – próxima à estação Sé do Metrô
Datas: até 18/02, de quinta-feira a domingo
Horário: 19h15
Informações: (11) 3321-4400
Classificação indicativa: maiores de 14 anos
Entrada franca (ingressos distribuídos a partir das 9h do dia da apresentação)

Fotos: divulgação

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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