Onças-pintadas brasileiras são mortas cruelmente e vendidas para uso medicinal no Suriname e na China


Onças brasileiras são mortas cruelmente e vendidas por traficantes no Suriname e na China

As imagens chocam e provocam muita revolta. Onças-pintadas amarradas, sem vida, sendo transportadas em canoas e motos, pelo tráfico ilegal de animais silvestres.

As fotos fazem parte de uma investigação realizada pela organização Proteção Animal Mundial no Brasil. A entidade denuncia que as onças-pintadas estão sendo mortas e levadas para o Suriname, e até, exportadas para a China, onde existe a crença de que partes do animal podem ser usadas como remédios.

“O resultado da investigação é muito triste. Foi revelado um comércio clandestino e cruel, que explora um animal icônico das florestas tropicais da América do Sul para uma medicina que nem mesmo foi comprovada”, lamenta Roberto Vieto, da Proteção Animal Mundial no Brasil.

Segundo a organização, a matança dos felinos é desumana. Ela ocorre principalmente em áreas de garimpo e extração ilegal de madeira, com envolvimento de chineses.

As onças são mortas com diversos tiros, sofrendo e agonizando muito, até que finalmente estejam machucadas demais para se mover.

Onça-pintada morta por traficantes

Depois disso, os animais são cozidos por mais de uma semana para serem transformados em uma pasta preta, vendida para uso medicinal, com alto valor no mercado asiático.

A onça-pintada (Panthera onca) é o terceiro maior felino do mundo e o maior do continente americano. Seu peso pode variar entre 56 e 92 kg, mas alguns passam dos 100 kg.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) estima que, atualmente existem cerca de 173 mil onças-pintadas vivendo livres na natureza. Seu status de extinção é considerado “vulnerável” pela Lista Vermelha da entidade.

Leia também:
Parque Nacional do Iguaçu celebra nascimento de três filhotinhos de onça-pintada
Os mistérios da onça-pintada, em livro
A caça mata nossa biodiversidade e oportunidades de negócios

Fotos: divulgação Proteção Animal Mundial

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Deixe uma resposta