Oito espécies que podem entrar em extinção já em 2019


Oito espécies que podem entrar em extinção já em 2019

Mais de 26 mil espécies de animais e plantas do planeta correm o risco de desaparecer. Sumir. Deixar de existir. Como se nunca tivessem estado na Terra.

Em um levantamento divulgado em julho de 2018, que noticiamos neste outro post, das 93.577 espécies registradas pela Lista Vermelha, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), 26.197 sofriam ameaça de serem extintas.

E não são apenas os grandes animais que estão em risco. Répteis, besouros e insetos nos quatro cantos do mundo podem sucumbir à caça, ao desmatamento, à perda de habitat e às mudanças climáticas, o que será um impacto brutal para o equilíbrio de ecossistemas e da vida humana no mundo.

O que estamos vivendo agora é o que os cientistas já chamam da sexta grande onda de extinção em massa. “No momento estamos presenciando um desastre em escala global provocado pelo homem, nossa maior ameaça em milhares de anos: as mudanças climáticas”, alertou recentemente o naturalista britânico, David Attenborough. “Se não agirmos, o colapso de nossa civilização e a extinção de grande parte do mundo natural despontam no horizonte.

De acordo com especialistas, oito espécies podem entrar em extinção já em 2019. Animais que as futuras gerações poderão conhecer, talvez, somente através de fotografias e vídeos.

Confira abaixo quem são as espécies mais ameaçadas do planeta:

Rinoceronte-branco-do-norte

Existem cinco espécies de rinocerontes, três na Ásia e duas na África subsaariana: de java, de sumatra, indiano, negro e branco. Este último, é dividido em duas subespécies, o branco-do-norte e o branco-do-sul. Em março de 2018, morreu o último macho de rinoceronte-branco-do-norte do mundo. Com 45 anos, Sudan era a esperança derradeira para a reprodução desse rinoceronte africano. Mas doente e sofrendo muito, ele precisou ser sacrificado. Esses animais são caçados cruelmente por causa de seus chifres, usados como medicamentos em países como China e Vietnã.

Tigre chinês

Depois de 25 anos, China volta a liberar comércio de ossos e chifres de tigres e rinocerontes

Antigamente, tigres asiáticos eram encontrados em diversos países daquele continente. A população, que um dia chegou a 100 mil, hoje beira os 3.900 indivíduos. Cientistas afirmam que os tigres estejam praticamente extintos no sudeste da China, Cambódia, Vietnã e Lao.

Leopardo Amur


Acredita-se que restem menos de 80 leopardos amur vivendo livres na vida selvagem. Nativa de florestas do sul da China, norte da Rússia e península coreana, a espécie sofre com a caça e o desmatamento.

Gorilas-das-Montanhas

Boa notícia traz mais esperança para a sobrevivência dos gorilas das montanhas

Estima-se que sejam aproximadamente 800 gorilas-das-montanhas sobreviventes. Apesar de esforços de conservação, a espécie que habita florestas africanas, ainda corre sério risco.

Saola


Ela é tão rara que é chamada de “unicórnio asiático”. Foi descoberta “recentemente”, em 1992, e desde então, só quatro indivíduos foram vistos na natureza (não há nenhum em cativeiro), em montanhas do Vietnã e de Laos. É considerada uma espécie prima do gado, mas assemelha-se ao antílope.

Rinoceronte preto

Assim como os rinocerontes brancos, os pretos enfrentam um declínio populacional alarmante devido à caça por seus chifres.

Vaquita

Animal mais raro dos oceanos, essa espécie de golfinho, encontrada no México, está praticamente extinta. Em março de 2018, sobravam apenas 15 vaquitas. Sua morte é provocada por redes de pesca, em que elas ficam presas e acabam perdendo a vida.

Lobo vermelho


Mistura genética do coyote com o lobo cinza, a espécie era encontrada em regiões do sul dos Estados Unidos, mas foi praticamente dizimada. Hoje, os cerca de 30 indivíduos restantes encontram-se na Carolina do Norte.

*Com informações da Deutsche Welle 

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Fotos: wikimedia commons, domínio público/pixabay, David Hulse/WWF (saola) e Valerie/Creative Commons/Flickr (lobo vermelha)

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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