O transplante da amoreira

Você já observou como se comporta uma planta que vivia num vaso e é transplantada para o solo?

Durante anos, um pé de amoreira viveu no vaso da árvore da felicidade, no sacada do apartamento que morávamos no 11o.andar. Ela veio parar ali por conta de algum passarinho-plantador que espalha amoreiras pela cidade. Nunca deu frutos e, por mais que fosse cuidada, não conseguia se desenvolver pois estava limitada pelo espaço do vaso.

A sorte da amoreira começou a mudar quando trocamos o apartamento por uma casa. Uli, que é arquiteto paisagista – vindo da Alemanha e morando num país tropical pela primeira vez -, resolveu transformar qualquer área possível no jardim dos seus sonhos, incluindo recriar a Floresta Atlântica na praça em frente à nossa casa.

O transplante

O vaso pequeno, na foto ao lado, mostra a amoreira convivendo com a árvore da felicidade. Logo depois, ela foi  transplantada para a praça e ganhou uma nova perspectiva de realizar o seu verdadeiro potencial de planta frutífera.

Mas o que a amoreira tem a ver com a temática deste blog e nossas insustentabilidades cotidianas?

A convivência diária com essa planta tão ‘sábia’ e inspiradora tem nos levado a fazer vários paralelos com situações que estamos vivendo. Muitas espécies vegetais, quando submetidas a situações adversas, usam estratégias para se manter e sobreviver. E, na primeira oportunidade que lhe é oferecida, emerge com todo o seu potencial e passa a fazer diferença onde quer que ela esteja.

A amoreira não tardou a reagir.  Cinco meses do transplante, ela já ganhou quase um metro de altura, forte e pronta para o inverno que se aproxima. Ela agora faz parte de uma agrofloresta urbana em formação. Uli já está sonhando com os frutos e com uma geleia caseira.

Gravamos um vídeo para mostrar como pode ser feito este tipo de transplante do vaso para a terra de forma que a planta sofra menos e possa se recuperar mais rápido, com dicas práticas.

O transplante foi feito em outubro de 2016. A foto mostra como está a amoreira neste abril de 2017.

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Fotos: Sascha Djawaheri

Maria Zulmira de Souza, a Zuzu, é jornalista pioneira na área de comunicação sobre sustentabilidade. Criou programas e séries mostrando como viver de forma sustentável no dia-a-dia. Conselheira de várias ONGs e instituições, dirige a Planetária Casa de Comunicação. Ulrich Zens, o Uli, é arquiteto paisagista alemão. Desde 1984, pratica o paisagismo multifuncional em projetos para espaços públicos na Alemanha, Arábia e Brasil. Veio a São Paulo por causa de uma história de amor. Eles formam o Casal Verde, aqui e no YouTube, para tratar de sustentabilidade, arquitetura, maturidade, arte e relações saudáveis.

Maria Zulmira de Souza e Ulrich Zens

Maria Zulmira de Souza, a Zuzu, é jornalista pioneira na área de comunicação sobre sustentabilidade. Criou programas e séries mostrando como viver de forma sustentável no dia-a-dia. Conselheira de várias ONGs e instituições, dirige a Planetária Casa de Comunicação. Ulrich Zens, o Uli, é arquiteto paisagista alemão. Desde 1984, pratica o paisagismo multifuncional em projetos para espaços públicos na Alemanha, Arábia e Brasil. Veio a São Paulo por causa de uma história de amor. Eles formam o Casal Verde, aqui e no YouTube, para tratar de sustentabilidade, arquitetura, maturidade, arte e relações saudáveis.

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