O Rappa vai, mas volta!

O Rappa

Os anos 80 e 90 produziram grandes bandas no Brasil: Titãs, Barão Vermelho, Legião Urbana, Skank, Cidade Negra, citando apenas algumas.

Uma delas, no entanto, marcou pelo tipo de país que retratou em suas músicas: lugares esquecidos, pessoas marginalizadas, criminalidade, pobreza e violência policial. O que O Rappa trouxe, já era cantado no Hip Hop e no Funk, todavia, a banda carioca serviu esse cardápio duro para a grande massa.

Quem tem boa memória se lembra de trechos de letras como “Senhores e senhores estamos aqui pedindo uma ajuda por necessidade”, ou “Na mochila amassada uma vidinha abafada”.

E de disco em disco, se passaram 25 anos. O Rappa viveu a própria tragédia em sua trajetória, quando no ano 2000, o baterista da banda, Marcelo Yuka levou um tiro e ficou paraplégico. Mas a banda seguiu seu caminho. Em 2009, fez uma parada de dois anos. Agora, em 2017 uma notícia entristeceu os fãs: “O Rappa vai acabar”. Só que não.

Quem explica direitinho o que vai acontecer com o grupo é o vocalista Marcelo Falcão (O Rappa tem ainda Lauro Farias, Xandão e Marcelo Lobato).

A conversa com Falcão foi em Curitiba, poucos minutos antes do segundo show na capital paranaense, onde O Rappa tocou para 10 mil pessoas. O curioso desta entrevista é que ela foi marcada pela internet. Mandei uma mensagem no Twiter e Falcão respondeu.

No papo, o cantor também fala da violência, da roubalheira no Brasil, do futuro no país, das redes sociais e da morte do amigo Luiz Melodia. É uma conversa que vale a pena ser vista.

Foto: reprodução Facebook

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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