Novos táxis pretos de Londres serão todos elétricos

 

Além de um dos símbolos da capital da Inglaterra, o famoso black cab é também uma atração turística. Os modelos que circulam hoje pela cidade são praticamente os mesmos lançados no final da década de 50 e produzidos por uma única empresa, a London EV Company.

Infelizmente, os táxis pretos londrinos, assim como os demais milhões de veículos que circulam diariamente por Londres, contribuem para a poluição que sufoca seus moradores.

Desde o começo do ano passado, o governo britânico tem recebido duras críticas – internas e externas – sobre sua falta de ação para combater a poluição, responsável por 40 mil mortes prematuras por ano, um custo aos cofres do sistema público de saúde de algo em torno de 20 bilhões de libras. O problema é pior na capital, mas também afeta diversas outras grandes cidades.

Agora, pelo menos os novos black cabs não poderão mais ser acusados de aumentar a poluição. É que, como parte de um plano da prefeitura para melhorar a qualidade do ar, todos os novos táxis pretos serão elétricos. O modelo TX tem a tecnologia chamada de eCity, que garante a emissão zero de poluentes.

Novos táxis pretos de Londres serão todos elétricos

O táxi elétrico: zero emissão de poluentes

Com capacidade para acomodar até seis passageiros, o táxi elétrico tem autonomia para rodar cerca de 130 km com uma recarga de bateria. Todavia, se necessário, suas baterias podem ser recarregadas ainda por um gerador de três cilindros com 1,5 litro de gasolina, que pode aumentar a autonomia para 643 km.

O custo do veículo é de 55 mil libras, algo em torno de 254 mil reais. Mas os motoristas podem pagar esse valor em até cinco anos. Segundo o fabricante, os motoristas irão economizar aproximadamente 450 reais por semana em combustível.

Até 2021, a prefeitura de Londres estima que 9 mil novos táxis elétricos estarão circulando pela capital. A frota atual possui 23 mil táxis.

O táxi elétrico não só vai diminuir a poluição do ar, mas também a sonora. Ele é extremamente silencioso.

Deverão ser 9 mil black cabs elétricos até 2021

Em julho do ano passado, noticiamos aqui no Conexão Planeta, o anúncio do tão aguardado Air Quality Plan do governo da primeira-ministra Theresa May, em que foi estabelecido que, a partir de 2040, será proibida a venda de carros a gasolina e a diesel no Reino Unido.

Apesar de parecer uma boa notícia, houve diversas críticas sobre o prazo tão longínquo – só em 23 anos – e se a Grã-Bretanha estará realmente preparada em sua matriz energética para esta nova realidade, ou seja, atender a demanda para a recarga de uma frota de veículos exclusivamente elétricos. Atualmente há 10 milhões de veículos a diesel. Em 2000, eram 3,2 milhões. Os elétricos só correspondem a 1% das vendas nos dias de hoje.

Um dos que levantou a voz para falar contra o plano da primeira-ministra foi o prefeito de Londres, Sadiq Khan. “Um compromisso pela metade não é suficiente”, afirmou. “A população de Londres que já sofre agora não pode esperar até 2040”.


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Foto: divulgação London EV Company

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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