Nova Zelândia proíbe concessão de novas licenças para exploração de petróleo e gás


Enquanto alguns governos como o do Temer se esforçam para “rifar” os recursos naturais, as terras e os ecossistemas marinhos no país (veja a luta para defender os Corais na Amazônia, por exemplo), a Nova Zelândia mostra que entende muito bem sua responsabilidade no planeta e que está comprometida com um futuro neutro em carbono.

Na semana passada, 12/4, anunciou que não irá mais permitir a exploração offshore de petróleo e gás e, por isso, a concessão de novas licenças está proibida.

Apesar de a indústria do petróleo e do gás nesse país ser relativamente pequena – representa 1% da economia e reúne 11 mil trabalhadores – a medida representa uma vitória para o clima do planeta e para todos que estão comprometidos com ele.

Por outro lado, é fato que a transição não se dará da noite para o dia, como destacou Shane Jones, ministro de Desenvolvimento Econômico Regional, em comunicado à imprensa. Por isso, as licenças concedidas até 2046 continuam valendo. “Este é um plano de longo prazo, que protege os empregos e proporciona o tempo necessário para a diversificação das economias, que tradicionalmente se voltam para os combustíveis fósseis”, explicou. “Apesar de representar desafios, também oferece oportunidades através do investimento em novas tecnologias e novos setores”.

Mesmo com esse “cuidado”, a decisão decepcionou as petrolíferas que, como aqui no Brasil, vinham fazendo pesquisas sísmicas e perfurações exploratórias nas profundezas dos mares, causando impacto à vida marinha, e tinham esperança de poder explorar petróleo em sua costa. Sorte dos neozelandeses, pois, lá, prevaleceu a vida. O governo reservou uma área marinha de, pelo menos, 4 milhões de km2 fora dos limites de qualquer nova exploração.

Esta medida é também uma resposta aos eleitores que, no ano passado, votaram em Jacinta Ardern. Ela prometeu reduzir para zero as emissões de gases de efeito estufa, até 2050, colocando o país na direção de uma economia mais verde. Estaá entre os planos de seu governo plantar 100 milhões de árvores por ano e, também, garantir que o país utilize 100% de energia renovável.

Fonte: The Guardian, DN, Greenpeace

Foto: Mathew Waters/Unsplash

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

Mônica Nunes

Jornalista com experiência em revistas e internet, escreveu sobre moda, luxo, saúde, educação financeira e sustentabilidade. Trabalhou durante 14 anos na Editora Abril. Foi editora na revista Claudia, no site feminino Paralela, e colaborou com Você S.A. e Capricho. Por oito anos, dirigiu o premiado site Planeta Sustentável, da mesma editora, considerado pela United Nations Foundation como o maior portal no tema. Integrou a Rede de Mulheres Líderes em Sustentabilidade e, em 2015, participou da conferência TEDxSãoPaulo.

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