Nova York quer proibir uso de canudos plásticos

Nova York quer proibir uso de canudos plásticos

Parece mesmo que existência dos canudinhos está com os dias contados. Pelo menos os fabricados com plástico. Porque se depender da Califórnia, Inglaterra e agora, de Nova York, eles vão sumir de restaurantes, bares e cafés.

Um projeto de lei acaba de ser proposto no City Council da cidade americana pedindo a proibição do uso e da comercialização de canudos plásticos. “É importante que os nova-iorquinos entendam que o canudinho não é uma necessidade, mas um luxo. Um luxo que está provocando grande impacto no meio ambiente”, disse Rafael Espinal Jr., do Partido Democrata e autor do texto.

A intenção é proibir que bares, restaurantes, estádios, food trucks – e todos os lugares onde bebidas são vendidas – de oferecer canudos plásticos. “As pessoas precisam entender que o canudinho feito com plástico não é o único que existe”, ressalta Espinal Jr. “Existem aqueles fabricados com papel, bambu e alumínio, que não causam danos à natureza”.

Se aprovada a nova lei, quem a descumprir, irá pagar multa que começa entre 100 e 400 dólares.

Já existe um movimento em Nova York de estabelecimentos que pararam de utilizar canudos plásticos. Chamado de Give a Sip, tem mais de 130 adesões até este momento.

O canudinho virou uma praga ambiental. Só nos Estados Unidos, são usados 500 milhões de canudos plásticos por dia e no Reino Unido, mais 100 milhões. E assim como outros resíduos, eles acabam no mar, engolidos por animais, que morrem sufocados.

Feito geralmente de poliestireno ou polipropileno, ele pode ser reciclado, mas como é muito pequeno e leve, assim como tampas de garrafa, frequentemente é jogado no lixo. Sua vida útil é estimada em 4 minutos. Isso mesmo, 4 minutos! E ele leva aproximadamente 400 anos para se decompor na natureza.

Acredita-que que 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos são despejadas por ano nos oceanos, criando colossais ilhas de detritos. Especialistas afirmam que até 2050, haverá mais lixo do que peixes nos mares do planeta.

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Foto: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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