Natura enfrenta preconceito e ódio nas redes sociais após lançamento de campanha pela diversidade

Natura enfrenta preconceito e ódio nas redes sociais após lançamento de campanha pela diversidade

Intolerância. Preconceito. Falta de respeito. Ódio.

Infelizmente, estamos vivendo uma época em que esses sentimentos tão vis e desprezíveis são disseminados, sem pudor algum, por usuários das redes sociais.

As duas mais recentes vítimas dessa onda de insensatez foram a empresa de cosméticos, Natura, e a comunidade LGBT+ do Brasil.

A marca lançou na segunda-feira (13/05) uma nova campanha: #ColeçãoDoAmor, produzida pela agência Tribal Worldwide.

Com o slogan “No Amor cabem todas as cores”, o vídeo conta a história de três casais: uma drag queen e uma mulher (Nathalia e Beatriz); uma mulher transexual e uma mulher (Dominich e Gabi) e duas mulheres (Hadassa e Dayane).

Infelizmente, no dia seguinte, a hashtag #boicoteanatureza estava entre os trending topics do Twitter. Internautas que eram contra a campanha, acusaram a Natura de “militante”, usando a frase “quem lacra não lucra”.

Em nota, a marca divulgou a seguinte mensagem:

A Natura acredita no valor da diversidade. Isso está expresso em nossas crenças há mais de vinte anos, em nossas campanhas publicitárias, projetos patrocinados e em nosso corpo de colaboradores. Com o lema “No amor cabem todas as cores”, a nova coleção de maquiagem FACES reforça o apoio da marca à causa LGBT+, incentivando o orgulho de ser quem é e amar quem quiser.”

Bravo!

Quem dera existissem mais empresas corajosas, que defendem a tolerância e a diversidade e não recuam diante do preconceito, mesmo correndo o risco de enfrentar a perda de consumidores e o embate público.

Em seu blog, a marca tem diversos textos sobre diversidade. Um deles é um glossário LGBT+, que explica a diferença entre, por exemplo, os termos queer, intersexual e pansexual.

Lamentável é o comportamento daqueles que compartilharam a hashtag contra a campanha da Natura nas redes sociais. Ninguém é obrigado a aceitar o que não gosta, então, fácil: não curte e pronto. Sem propagar o ódio.

Está com tempo livre para escrever bogagem na internet Aqui vai uma sugestão: que tal usar esse tempo precioso e fazer um trabalho voluntário na sua cidade?

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Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

Um comentário em “Natura enfrenta preconceito e ódio nas redes sociais após lançamento de campanha pela diversidade

  • 16 de maio de 2019 em 12:15 PM
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    O que na verdade pode ou não pode, o que é certo ou errado, o que Deus aprova ou condena, o que posso fazer e o que não posso, como educar meu filho e como não, o que é mentira e o que é verdade, o que é preconceito e o que é conceito, o que é proibido ou liberado, o que é amor e AMOR, só preciso entender como sair de casa e não voltar OUTRA PESSOA, vestindo a roupa que não quero, calçando o sapato que não gosto e falando o idioma que ninguém entende nem mesmo eu.

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