Nasce filhote de rara subespécie de rinoceronte negro em zoológico de Chicago

Nasce filhote de rara subespécie de rinoceronte negro em zoológico de Chicago

Existem cinco espécies de rinocerontes no mundo, três na Ásia e duas na África subsaariana: de java, de sumatra, indiano, negro e branco. Alguns deles ainda apresentam subespécies, dependendo da região onde são encontrados e algumas pequenas características que os diferenciam.

Todavia, todos estão em risco de extinção. Alguns mais do que outros. É o caso, por exemplo, do rinoceronte negro do leste (Diceros bicornis michaeli), considerado criticamente ameaçado.

De acordo com estimativas da organização WWF-International, devem existir apenas entre 5 e 5,4 mil rinocerontes negros ainda na natureza. Houve um declínio de 98% da população entre 1960 e 1995, quando a espécie foi praticamente dizimada por causa de seus chifres, vendidos por traficantes para o mercado asiático, sobretudo, China e Vietnã.

É por esta razão, que a equipe do Lincoln Park Zoo, em Chicago, nos Estados Unidos, celebrou tanto o nascimento, no último dia 19 de maio, de um filhote de rinoceronte negro do leste.

“Após 15 meses de gravidez e um parto relativamente rápido, temos o prazer de anunciar que Kapuki deu à luz! O instinto maternal de Kapuki funcionou e ela já foi vista cuidando do filhote. Os próximos grandes passos serão para ele ficar de pé e começar a amamentação”, anunciou o zoológico em sua conta no Twitter.

Não demorou muito para que o pequeno rinoceronte provar que era saudável e forte. 53 minutos após o parto, ele já estava de pé. E durante várias vezes, foi amamentado por Kapuki.  

Durante os primeiros dias após o nascimento, a equipe do Lincoln Park Zoo se manteve afastada de mãe e filhote (que ainda não tem nome e nem se sabe o sexo), apenas monitorando o progresso e o comportamento de ambos através de câmeras.

O filhote sendo amamentado pela mãe

No começo de maio, também noticiamos o nascimento de outro filhote de rinoceronte de espécie rara, a Rhinoceros unicornis, que tem somente um chifre (leia mais aqui).

Muitos desses animais nunca viverão na natureza. Nascidos em cativeiro, não têm nem a habilidade e nem o instinto para sobreviverem na vida selvagem. Todavia, o nascimento e a reprodução deles são importantes para entendê-los melhor e proteger aqueles que estão em seu habitat natural, além de garantir a segurança genética de espécies ameaçadas.

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Fotos: Zoological Manager Cassy Kutilek (abertura) e demais divulgação Lincoln Park Zoo

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante 6 anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, vive agora em Washington D.C.

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