“Não compre nada novo em 2018!” é o desafio lançado pela Zero Waste France

“Não compre nada novo em 2018!” é o desafio lançado pela Zero Waste France

Será que você precisa mesmo daquele vestido ou bermuda novos? E o livro, não terá o mesmo em um sebo? E a mesinha para a sala, não haverá alguma disponível naquela loja de móveis usados?

Para reduzir o consumo desnecessário e inconsciente, a associação Zero Waste France (ZWF) está propondo um desafio nas redes sociais: “Não compre nada em 2018!”

O vídeo Ne rien acheter de neuf en 2018, que foi divulgado no Facebook, já teve até este momento mais de 1,2 milhão de visualizações.

No filme, a organização sugere que neste ano que está começando, os franceses deixem de comprar artigos novos, como roupas, livros, móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

Ao produzir todos estes bens, há um uso enorme de recursos naturais do planeta (água, energia, minerais), e consequentemente, se gera um impacto ambiental gigantesco.

A ideia é estimular uma circulação maior de objetos usados, de segunda mão. Ou seja, buscar alternativas à aquisição de novos bens de consumo.

De acordo com a ZWF, cada francês joga fora, por ano, 590 quilos de objetos/bens, contribuindo para a poluição do solo, dos oceanos e do ar.

Apesar do movimento ter sido iniciado na França, é possível aderir a ele também no Brasil. Há diversos sites que vendem objetos usados, como eBay, Mercado Livre, OLX. Se você não confia na internet, que tal dar uma passada em um brechó ou num sebo?

O celular, por exemplo, é preciso mesmo comprar o modelo de última geração? Se a recarga está demorando, muitas vezes a troca de bateria pode resolver o problema. Se a tela quebrou, é só consertar.

Mostramos aqui, em 2016, como a Suécia, empenhada em encontrar um caminho para reduzir o consumo e incentivar hábitos mais conscientes em sua população, além de combater o descarte e o aquecimento global, diminiui o valor do IVA (Imposto sobre Valor Acrescentado), que incide sobre qualquer despesa ou consumo – em serviços de reparo (leia mais aqui).

Outra dica é o site Bliive, uma plataforma de troca de experiências, conhecimentos e serviços. Você pode, por exemplo, trocar uma hora de aula de inglês por o reparo no computador.

Precisamos, mais do que nunca, ter em mente o conceito da economia circular. Segundo ele, nossa produção de bens deve estar baseada na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais.

Abaixo, segue uma lista de sites de trocas:

Brinquedos
Brincou Trocou 
Quintal de Trocas 
Troca Jogos 

Roupas
Trocaderia 

Livros
Livrallivros 
Skoob

Estadia
Couchsurfing 
Troca Casa 
Nightswapping 

Variados
Escambo 
Descola aí

Foto: domínio público/pixabay

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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