Nada de Papai Noel ou duendes, no Natal de Londres a decoração é com lesmas gigantes


Nada de Papai Noel ou duendes, no Natal de Londres a decoração é com lesmas gigantes

Os ingleses são definitivamente excêntricos. E por isso mesmo, tão divertidos e inusitados. Exemplo disso é a decoração de Natal deste ano do Tate Britain, o museu de arte mais famoso da capital da Inglaterra.

Duas lesmas gigantes, cada uma medindo 10 metros de comprimento, ocupam a fachada do museu, que está coberto também pela gosma dos animais, iluminada com lâmpadas LED nas cores azul e branca.

As esculturas foram feitas pela artista Monster Chetwynd, que se inspirou no documentário do naturalista David Attenborough sobre o comportamento de reprodução das lesmas (confira vídeo ao final deste post).

Escultura na escadaria do museu

Feitas de material biodegradável, as obras refletem o interesse da escultora pelo fenômeno da bioluminescência na natureza. Também chamado de fosforescência, ele ocorre em alguns organismos vivos, como vagalumes, bactérias e fungos marinhos, e é resultado de processos de oxidação interna.

As lesmas têm 10 metros de comprimento

Monster acredita em formas alternativas de energia e segundo ela – quem sabe – algum dia nossas ruas poderão ser iluminadas através do processo de bioluminescência.

Com suas lesmas gigantescas, a artista teve a intenção de lembrar as pessoas que a escuridão do inverno, que acontece agora no Hemisfério Norte, é um momento de renovação e renascimento. Quando há menos luz, muitos animais diminuem seu ritmo e se abrigam, alguns em período de hibernação, mas sabem que após um tempo, a vida e a luz retornarão.

No passado, muitos povos de civilizações antigas usavam estruturas similares para fazer o alinhamento com os dias de solstício e celebrar a mudança das estações.

As lesmas iluminadas e sua gosma na fachada do Tate Britain

“As esculturas de Monster podem parecer irreverentes e desconcertantes, mas a artista as usa para chamar a atenção sobre os problemas ambientais e também, mostrar como criaturas consideradas repulsivas podem se transformar em algo maravilhoso”, afirma Alex Farquharson, diretor do Tate Britain. “A obra é divertida e anárquica, todavia, faz um alerta sobre os imensos desafios ambientais que enfrentamos hoje”.

Fotos: ©Tate/Matt Greenwood & Seraphina Neville (corpo do texto) e reprodução internet/Alex Lentati (abertura)

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

Suzana Camargo

Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou na Suíça, de onde colaborou para várias publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Depois de dois anos e meio em Londres, acaba de mudar para os Estados Unidos

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