Música para homenagear Marielle

marielle franco

Foi no fim da tarde da quarta feira, 15 de março. Debaixo do vão do Masp começaram a chegar as primeiras pessoas,, poucas dezenas. Os discursos e palavras de ordem não demoraram pra começar: “Marielle? Presente!”, “Anderson ? Presente!”

As frases eram pra lembrar as vítimas da noite anterior: a vereadora do PSOL carioca Marielle Franco e o motorista dela Anderson Gomes, executados a tiros dentro do carro, no Rio de Janeiro.

Em pouco tempo as dezenas eram centenas e logo, milhares de pessoas já não cabiam mais debaixo da laje do museu. Tomaram a Avenida Paulista. Não era mais um ato puramente político. Quem estava ali percebeu que a morte da vereadora podia ter sido mais que um simples homicídio numa cidade violenta que está sob intervenção na segurança pública. O tempo e as investigações trarão a verdade.

E no meio de tantas palavras duras, de tantas acusações, de tantos gritos de ódio o Grupo Ilú Obá de Mim fez a diferença na manifestação.

Tocando tambores no ritmo afro, a ONG formada só por mulheres desfilou por 13 quarteirões na Avenida Paulista. O canto uníssono de canções africanas, as coreografias de movimentos amplos ou os solos lamentosos repetidos pelo trouxeram emoção e traduziram a mensagem do Ilú Oba: as mulheres, negras e brancas, jovens e velhas, pobres e ricas, querem apenas respeito.

Confira abaixo o resumo do que aconteceu no centro financeiro de São Paulo.


Foto: mídia Ninja

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

Herivelto Oliveira

Jornalista há 30 anos, é formado em Comunicação Social na Universidade Federal do Paraná. Em 1986, começou a carreira em televisão, primeiro como repórter e mais tarde, editor e apresentador. Trabalhou nas Redes Globo e Record. Em 2015, montou sua própria empresa, a Sobrequasetudo Comunicação e Arte, especializada em media training. Em 2017, criou o Brasil de Cor, um canal para dar oportunidade e visibilidade a negros brasileiros

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