Mulheres, a lei e a política

O nome dela parece não ter fim: Ana Emília Iponema Brasil Sotero. Ela é advogada no Mato Grosso, e defende como poucas os direitos da mulher.

Ana Emília é uma especialista na Lei Maria da Penha, que trouxe proteção para mulheres vítimas de agressão doméstica. O tempo que passa discutindo o assunto, viajando pelo Brasil, deu a ela um conhecimento fantástico sobre a alarmante relação homem-mulher: a cada dois segundos no Brasil, uma mulher é vítima de violência física ou verbal e nesse mesmo tempo, outra é assediada. Ainda falando de estatísticas, a cada dois minutos, uma mulher é vítima de arma de fogo e a cada duas horas, outra é assassinada no país.

São números estarrecedores de uma realidade brasileira que já foi pior, porque no passado, ela nem era contabilizada. A violência contra a mulher tem um princípio básico: os homens ainda as consideram como propriedade e reagem agredindo e até, matando quando são confrontados ou abandonados. E não se sentem culpados.

Ana Emília conta que já testemunhou vários casos em que maridos e companheiros dizem na delegacia “Não entendo porque estou aqui; sou trabalhador, não fiz nada de errado”. Fazem tais afirmações depois de ter mandado a companheira para o hospital.

Para marcar o Mês da Mulher, conversamos com a advogada. Ela conta sobre os conflitos que presencia todos os dias e fala também, da participação das mulheres na política. Para Ana Emília, que vai disputar as eleições deste ano, é fundamental o engajamento das mulheres que representam mais de 50% do eleitorado, mas tem menos de 10% das cadeiras na Câmara Federal e na maioria da Câmaras Municipais do país.

Confira abaixo as quatro partes da entrevista:


Foto: arquivo pessoal

Jornalista, formada pela Universidade Estadual de Londrina. Não esperava que ao trocar o frio de Londrina pelo calor de Cuiabá, no começo dos anos 90, fosse encontrar tantos desafios profissionais: repórter de rádio e TV, produtora, editora e apresentadora de telejornais. Trabalhou ainda no impresso, nas editorias cidades, economia e política, e com assessoria de imprensa. Mãe de duas filhas, é voluntária na ONG MTmamma amigas do peito. Seu projeto mais recente é a colaboração no Brasil de Cor

Suzi Bonfim

Jornalista, formada pela Universidade Estadual de Londrina. Não esperava que ao trocar o frio de Londrina pelo calor de Cuiabá, no começo dos anos 90, fosse encontrar tantos desafios profissionais: repórter de rádio e TV, produtora, editora e apresentadora de telejornais. Trabalhou ainda no impresso, nas editorias cidades, economia e política, e com assessoria de imprensa. Mãe de duas filhas, é voluntária na ONG MTmamma amigas do peito. Seu projeto mais recente é a colaboração no Brasil de Cor

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